quarta-feira, 27 de maio de 2009

P121: ROMAGEM DE SAUDADE



Clicar na seta no canto inferior esquerdo

terça-feira, 26 de maio de 2009

P120: FOTOS DO 18.º CONVÍVIO

domingo, 24 de maio de 2009

P119: 18.º ENCONTRO - CADA VEZ MAIS LINDOS

sexta-feira, 15 de maio de 2009

P118: ENCONTRO DA COMPANHIA (II)





Só o facto de poderes partilhar este sorriso franco não será, desde já, motivo para confirmares a tua presença no nosso próximo Encontro? Estás à espera de quê? Marcações até ao dia 20 de Maio de 2009, Telm. 962497110 / Tel. 295213923





Confirmações até ao momento (20 de Maio)
ADRIANO MARTINS FERREIRA / ALFREDO ADÃO FREITAS DE SÁ /AMADEU VIRGILIO SERRALHA PIRES / AMÉRICO ESTANQUEIRO / ANTERO FONSECA / ANTONIO OLIVEIRA BARROS / ANTONIO BESSA NUNES / ANTÒNIO PINTO DE ALMEIDA / ANTÓNIO DA SILVA SOARES / ANTONIO FRANCISCO DE ALMEIDA / ARMINDO DA CONCEIÇÃO RAMOS / ARMINDO JOSÉ DE SOUSA / BERNARDINO RODRIGUES PEREIRA / CÂNDIDO MANUEL NUNES / CARLOS ALBERTO MAURICIO GOMES /CARLOS ALBERTO MONIZ / CARLOS VENANCIO JESUS CALADO / EDUARDO ROSA FRANCISCO / FERNANDO ALVES RODRIGUES / FERNANDO DA COSTA RAMOS / FERNANDO DOS SANTOS CORREIA / FERNANDO BARATA / FERNANDO MARIA LUIS / FERNANDO MOTA / FIRMINO DA SILVA PEREIRA / FRANCISCO TOMAZ DA SILVA RIBEIRO / GASPAR ALMEIDA RIBEIRO / HELDER ANTUNES PANOIAS / HELDER BALÇA / HENRIQUE ROCHA SOARES / JOÃO DA COSTA MARINHO / JOÃO MANUEL PAULETA RICO / JOAQUIM JESUS ALVES / JOAQUIM MOURA QUINTAS / JOSE MAIA DA CUNHA / JOSE MARIA PRATA / JOSÉ MARQUES MIRANDA (TAIPAS) / JOSÉ M. ROCHA COSTA / JOSE MARINHO GOMES DA SILVA / JULIO DA ROCHA MACHADO (Kripto) / LEANDRO JOSÉ R. GONÇALVES / MANUEL FARIA / MANUEL JACINTO S. MAURICIO / TIMÓTEO SANTOS / VITOR M. DE SOUSA RODRIGUES

terça-feira, 12 de maio de 2009

P117: ENCONTRO DA COMPANHIA



Através da foto anexa poderás constatar ser muito fácil chegar ao local do nosso Encontro, no próximo dia 24.
Logo que abandones a AE1 na saída da Mealhada, percorres 100 metros e cortas à direita, seguindo as indicações: CANTANHEDE / MURTEDE / BRISA / GNR / RESTAURANTE. Depois de virares à direita, deves tomar a faixa da esquerda da EN 234 (estrada para Cantanhede) e cortar para a ESTALAGEM PORTAGEM. Quem tiver GPS deve introduzir as coordenadas 40 22 22,50 N e 08 28 49,18 W.

Quem vier pela EN1, na Mealhada deve cortar como se pretendesse entrar na AE1 e antes de entrar nas portagens deves seguir as indicações acima referidas.

Boa Viagem.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

P116: NOVAMENTE ARTESANATO


Há tempos (22 de Março) coloquei um Post referindo-me ao que eu pensava ser o único artesanato existente, nos nossos tempos, em Dulombi, concretamente, machados decorados. Estava enganado. Como poderão constatar pela foto anexa havia também um autóctone que elaborava estes colares, vistosos por sinal.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

P115: MINAS


O dia 10 de Agosto 1970 foi o mais negro, por mim vivido, ao longo daqueles 23 meses por terras da Guiné. Decorria a operação "Ligeiros Quadros" que tinha como missão um patrulhamento até ao Rio Corubal, quando umas das viaturas que compunha a coluna accionou uma mina a/c, tendo como resultado a morte do Carrasqueira e de mais 5 milícias. Passados alguns meses, mais precisamente a 16 de Dezembro 1970, desenrola-se a operação "Diamente Indiano", sendo, novamente, os elementos que a compunham autotransportados. No local onde tinha acontecido o rebentamento referido uma das viaturas acciona uma mina a/p. Foi imediatamente feita uma pesquisa, tendo o malogrado Maricato levantado as 6 minas que reproduzo na foto.
Entretanto, há dias consultando o Blog da Companhia que nos foi render, deparo com o post colocado pelo Alferes Dias onde este afirma que a sua Companhia tinha recebido ordens para reabrir a picada Dulombi-Jifim. "Na zona em que rebentou uma mina anti-carro que matou elementos da CCAÇ 2700 e no meio da picada, foi detectada e levantada uma mina anti-pessoal PMD-6. Um dos elementos civis que vinha a efectuar a capinagem da estrada, bateu com a ponta da catana na madeira da mina, sendo então esta detectada e levantada".
Hoje, recordo que apesar da tragédia, por nós, vivida esta poderia ter consequência mais graves pois após o rebentamento da mina a/c todos nós circulámos por aquele terreno e poderiamos ter accionado qualquer uma das minas a/p estrategicamente colocadas pelo IN.
Pergunto. Quantas mais minas a/p, ainda, por lá estarão enterradas?

terça-feira, 7 de abril de 2009

P114: CONVÍVIO DA COMPANHIA - E JÁ LÁ VÃO 18!!!


ALMOÇO DA 2700 NO DIA 24 DE MAIO DE 2009

DOMINGO

Programa

RESTAURANTE PORTAGEM

Junto á saída da portagem da MEALHADA na AUTO-ESTRADA LISBOA–PORTO (posteriormente daremos melhor localização)

11,30 h -Inicio da concentração no parque do restaurante

11,30 h ás 12,50 h– Só conversa, abraços, xôxos e fotos

13,00 h – Inicio do Almoço

EMENTA

Entradas: ACEPIPES VARIADOS e AVELUDADO de LEGUMES

Prato de peixe: BACALHAU Á LAGAREIRO

Prato de carne: BIFINHOS COM COGUMELOS Á CHEFE

Sobremesa: MESA DE SOBREMESAS DIVERSAS / BOLO COM DISTINTIVO DA COMPANHIA

Outros: VINHO BRANCO OU TINTO – ESPUMANTE DA CASA - AGUAS e REFRIGERANTES – Café c/ aguardente ou Whisky novo

VALORES A PAGAR: Por pessoa dos 11 aos 90 anos -----------25,00 €

Crianças dos 6 aos 11 anos----------------12,50 €

Menos de 6 anos - Refeição corre por conta do Timóteo

Marcações Abertas 24 horas por dia até ao dia 20 de Maio de 2009

Timóteo Santos
Apartado 21
9700 Angra do Heroísmo
Telm. 962497110 / Tel. 295213923
timoteomemoria@gmail.com

terça-feira, 31 de março de 2009

P113: DIÁRIO DE NOTÍCIAS 30/3/2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

P112: CARLOS CORREIA (II)


A fim de recuperar, identificar e transferir para o Cemitério de Bissau os restos mortais de 17 militares sepultados no Gabu (ex-Nova Lamego), encontra-se na Guiné o "nosso" Correia, inserido numa equipa especializada de 8 elementos. Sinto que é um pouco da nossa Companhia que está, também, contribuindo para tão nobre missão. Trinta e sete depois a C. Caç. 2700 volta à Guiné.
Aconselho-vos a leitura do suplemento "Gente" do Diário de Notícias, de 28 de Março passado.

(Para melhor visionamento da notícia cliquem sobre a imagem)

quarta-feira, 25 de março de 2009

P111: RECEITA DO RUSSO (PERNINHAS DE RÃ)


Este Post prende-se com o anterior (Perninhas de Rã) enviado pelo Timóteo.

Ingredientes:
Pernas de rã, leite, farinha de trigo, 2 colheres de sopa de manjericão chiffonade, sal, pimenta, glutamato monossódico, manteiga, paprica, alho, sumo de limão e maionese temperada.
Preparação:
Põem-se as pernas de rã de molho em água salgada durante 15 minutos. Ao cabo desse tempo, escorrem-se e enxugam-se bem num pano. Humedecem-se, então, num pouco de leite e passam-se por farinha temperada com sal, pimenta e paprica. Entretanto, frita-se em manteiga um dente de alho esborrachado, numa frigideira, em lume não muito forte. Quando o alho principia a escurecer, retira-se e deitam-se as pernas de rã, dourando-as bem de ambos os lados. Desengorduram-se em papel absorvente e servem-se com sumo de limão ou - ainda mais agradável- com maionese temperada com caril.
P.S. - O manjericão chiffonade, glutamato monossódico, paprica e maionese compravam-se na Casa Gouveia, em Bafatá.

P110: PERNINHAS DE RÃ


Quando éramos jovens o amigo RUSSO dizia-me: "qualquer dia vou arranjar um petisco com umas perninhas de rã" e perguntou-me se eu queria comer. Para não sofrê-lo ia dizendo que sim.
Certo dia aparece-me o amigo RUSSO e diz-me: "já tenho as perninhas, vou arranjá-las". Decidi ir ver como era. Já o RUSSO tinha uma fogueira junto ao abrigo 3, um tacho cheio de pernas (acreditei que eram de rãs e não sapos) uma frigideira e toca a cortar rodelas de cebolas. Frigideira para o lume, azeite e sei lá mais o quê, vamos mexendo até aloirar a cebola, mas houve um imprevisto no cozinhado. Começaram a rebentar munições por baixo da fogueira. A mesma foi acesa junto á HK21 e as balas que caiam no meio do pó ninguém as apanhava, mudou-se a fogueira e o cozinhado continuou. Uns minutos passados olho para a perna do RUSSO, escorria sangue vindo de baixo dos calções, levantou os calções e lá estava uma bala espetada, tirou-a e disse-me que não era nada.
Cozinhado pronto e lá fomos para a messe, havia mais convidados mas não me lembro deles, estávamos petiscando quando chegou o amigo ESTANQUEIRO, perguntou o que estávamos comendo, dissemos que eram perninhas de pombo, pediu autorização para se sentar, dissemos que a multa era uma rodada de bazukas. Como vinha com apetite atirou-se em força. Depois do repasto, que estava bom, perguntámos ao ESTANQUEIRO: "então, não gostavas de pernas de rã?"
Ele bem queria vomitar, mas o estômago aceitou o manjar tão bem que foi impossível deitá-lo fora.
Naquele dia aprendi que daquilo que gostamos dificilmente deitaremos fora.
Um abraço
Timóteo

terça-feira, 24 de março de 2009

P109: PRÓXIMO ENCONTRO DA COMPANHIA - 24 de MAIO



Daqui a uns tempos receberão notícias do Timóteo. Entretanto, reservem esta data para o Convívio da 2700.

domingo, 22 de março de 2009

P108: MACHADINHA DA PAZ



Há dias vasculhando o sótão de casa deparei com o machado que reproduzo. Foi a prenda que eu levei à minha mãe da primeira vez que me desloquei, de férias, a Portugal. A razão deste Post prende-se com o facto de que este e outros machados terem sido feitos por um habitante de Dulombi e pelo seu significado já que seria praticamente o único bem tangível elaborado por eles. Como todos sabem a população autóctone de Dulombi não era minimamente auto-suficiente gravitando à volta da estrutura militar que disponibilizava, fundamentalmente, uma quantidade mensal de arroz, alimento que só tinha acompanhamento quando algum dos habitantes conseguia caçar alguma peça (javali ou pacaça) ou quando algum galináceo estava apto a ser imolado. Saliento que a cunha do machado é feita em alumínio (bauxite), mineral existente em abundância na região de Madina do Bóe. Os rendilhados eram feitos com um ponteiro, trabalho minucioso e demorado. Mas, também, tempo era coisa que não faltava por aquelas paragens.

sábado, 7 de março de 2009

P107: RANCHO DO LEMOS - CHULA DOS VETERANOS



Dedicada a todos os elementos da 2700 acaba de me ser enviada mais uma faixa do Rancho do Lemos, com o título "Chula dos Veteranos". Para se poderem deleitar com esta chula deverão na parte esquerda do Blog, na sessão: "ALGUMAS FAIXAS DO RANCHO DO LEMOS" clicar sobre a Track n.º 04. Verão que não foi tempo perdido.

quinta-feira, 5 de março de 2009

P106: NINO VIEIRA


Durante a guerrilha, Nino Vieira foi responsável operacional pelo sector Leste da Guiné. Provavelmente, as flagelações que sofremos bem como as 3 minas A/C que accionámos não tiveram a sua participação directa mas terá partido dele a ordem de execução das acções que acabo de referir. Apesar de tudo isto, enquanto combatente que lutou pela libertação da sua terra, rendo-lhe, nesta hora, a minha homenagem. Atendendo ao estado em que aquele País se encontra se terá valido a pena semelhante luta não cabe neste momento e neste Post, essa análise.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

P105: CARTA ABERTA/DESAFIO AO ESTANQUEIRO


Caro Estanqueiro

Primeiramente o meu pedido de desculpa pela utilização desta via "internáutica" para te dirigir esta mensagem/desafio.
O desafio que te proponho era fazeres a revisitação fotográfica, através da tua Minolta 6X6, da exposição que realizaste na Fundação Mário Soares.
Sei que rostos como o do Semba, da Bela ou da Spaghetti, por razões inexoráveis da vida, já não os conseguirás voltar a expressar naquele papel Agfa lustroso, mas outros sorrisos por lá encontrarás, como que de forma cúmplice dizendo: voltem.
Como estará a cratera provocada pelo rebentamento da mina A/C em Padada? Como estará a Messe e a Caserna? Sobrará alguma carcaça de Unimog?
Aceitas o desafio?

Um abraço do
Fernando Barata

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

P104: GALOMARO DULOMBI EM BICICLETA

Há dias telefonando ao Almeida para lhe agradecer o envio do "Rapanço em Galomaro", o "nosso Cabo" rememoriou-me um episódio digno de narração.
Era mais uma coluna, como tantas outras, a Bafatá para recolha do almejado correio bem como géneros alimentícios. No regresso a Dulombi houve uma paragem em Galomaro provavelmente para recolher mais algum correio ou receber alguma instrução do nosso comandante, Tenente-Coronel Pimentel.

Não posso garantir se foi já em Dulombi mas presumo que a meio do caminho alguém notou que faltava o Russo. Como a noite já se punha, era um risco voltar atrás, até porque o Firmino lá se desenrascaria por Galomaro e em breve haveria nova coluna que o recambiaria. Mas eis que quase que não tinhamos ainda descarregado os Unimogs e aparece o Russo, de bicicleta.

Que se passara, então? Chegado à porta de armas, em Galomaro, e verificando que as viaturas já tinham partido, não esteve com meias medidas. A primeira bicicleta que encontrou chamou-lhe sua e ala que se faz tarde rumo a Dulombi. Impressiona-me o risco em que ele se constituiu. Facilmente poderia ser apanhado à unha pelos turras. Passados dias lá apareceu o Mamadu a reivindicar o seu meio de transporte.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

P103: RAPANÇO EM GALOMARO - POR PINTO D'ALMEIDA



Por volta de Junho/Julho 1971, o orgulhoso e militarista Capitão Santos, Comandante da CCS, ao passar revista de formatura, vira-se para o Furriel Moniz e dispara: "Já que você não corta o cabelo, mande cortar aos seus homens" e prosseguiu até mandar destroçar.
Foi uma situação que provocou uma expressão de gozo a alguns elementos da CCS presentes na formatura que, sempre nos dispensaram um tratamento discriminatório, ancorados no facto de supostamente sermos gente do mato.
Mesmo antes de chegar à caserna já a ideia nos bailava na cabeça e para a concretizar foi só ligar a corrente. Vamos rapá-lo todos e assim foi, o meu foi rapado à lâmina.
A expressão do Capitão Santos quando, no dia seguinte, chegou à formatura não consigo descrevê-la mas julgo ter visto no seu olhar encolerizado todas as cores do arco-íris.
Embora tenha dúvidas quanto à ordem porque estes factos se sucederam não duvido nem um bocadinho da sua relação com o acontecimento que passo a descrever. O Capitão tinha encarregado o Furriel de dar instrução a elementos da população candidatos a milícias. Ele indicou como seus ajudantes os dois cabos da secção, eu e o Manuel da Silva Azevedo e ali ficámos à espera dos candidatos que nunca apareceram.
O que terá provocado a ira do Capitão é que ele queria que nós fossemos às tabancas fazer o recrutamento o que nunca aconteceu. Tal foi motivo para instaurar um processo disciplinar ao Furriel que julgo ter tido algumas consequências de pequena monta. Esta decisão da carecada foi uma das mais gratificantes, para mim, pela mensagem surda que significou e pela solidariedade demonstrada entre todos os camaradas.

Disparar por disparar
Qualquer militar dispara
Mas estar lá e alinhar
Ser gozado e aguentar
Só quem tem barba na cara.

A Guiné era tão negra
Tão seca, tão doentia
Que a água que se bebia
Em vez de matar a sede
A hepatite trazia

Cumprimentar os mosquitos
Começava manhã cedo
Lambiam-me testa e braços
E em esmagantes abraços
Neles vingava meu medo.

António Fernando Pinto d'Almeida
Vila Nova de Gaia - 3/2/2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

P102: CARLOS CORREIA

Com a devida vénia a "O Mirante", semanário regional que se publica na Chamusca. Entrevista publicada na edição de 22 de Abril 2004 (http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=124&id=9420&idSeccao=1414&Action=noticia).

Histórias de guerra e paz
Tinha 22 anos quando embarcou num barco a vapor para ir defender a ex-colónia portuguesa da Guiné. Corria o ano de 1970. Mal chegou, o então alferes Carlos Tavares Correia foi confrontado com a morte. Ainda nem tinha saído para o mato. A companhia (nota do blog (NB): era um pelotão, não uma companhia)que comandava teve que ir fazer a evacuação de uma patrulha atingida por uma mina. No regresso ao aquartelamento transportou quatro mortos.
Foi o primeiro contacto com a dura guerra colonial, de que tinha ouvido falar no treino das forças de operações especiais em Lamego. Na viagem de sete dias no barco, antes usado para transportar gado dos Açores para o continente, sentia que não queria ir. Mas o dever de defender a pátria acabou por falar mais alto. O calor e a humidade da Guiné foram as primeiras dificuldades que encontrou. Depois habituou-se ao clima. Aos tiros. A dormir em abrigos, cavados debaixo do chão.
A companhia (NB - o pelotão) que comandava, com 30 homens, era conhecida pela companhia 27 escudos, porque tinha o número 2700. Durante os mais de 24 meses que esteve no teatro de guerra nunca viu o inimigo. Após os ataques o único sinal dos “turras” - como eram designados os guerrilheiros dos movimentos de libertação -, era o sangue espalhado no chão.
As primeiras saídas para o mato foram as mais complicadas. “Íamos à procura do desconhecido. Havia um ambiente temeroso. Depois, ao fim de um tempo, habituámo-nos”, contou. Tal como se acostumaram ao som das balas que durante a noite voavam por cima dos abrigos. Uma forma de desgastar as tropas portuguesas.
Hoje com 56 anos e com a patente de tenente-coronel, Carlos Correia é dos poucos combatentes que ainda se mantém no activo. Está no Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), Constância, e reside no Entroncamento. Mais de 30 anos após a guerra, ainda recorda o episódio em que uma mina rebentou a cerca de 100 metros da sua posição. Morreram três soldados de outra companhia (NB: de outro pelotão) e dois ficaram mutilados.
No tempo que esteve na Guiné a maior satisfação foi ter trazido para casa todos os homens que levou. Apesar de terem registado 14 flagelações ao aquartelamento e o rebentamento de 7 minas (NB ???), que só por milagre não apanhou nenhum dos elementos da companhia 27 escudos.
Carlos Correia diz que a Guiné era o Vietname português. As grandes dificuldades prendiam-se com o facto de haver muitas povoações que ajudavam os guerrilheiros. Nas saídas para o mato dos militares portugueses costumavam ir habitantes locais a acompanhar. Quando não ia ninguém já se sabia que se preparava um ataque.
A maior felicidade que guarda do tempo de combate é a de não ter tido baixas na sua unidade (NB: no seu pelotão, já que a Companhia teve 6 mortos). E as amizades que se fizeram e que estão em centenas de fotografias guardadas em duas caixas de sapatos.