terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

P601 - LISTA DOS ELEMENTOS DA COMPANHIA - RICARDO LEMOS



 Caros Camaradas

A lista de Combatentes da 2700 que passaram por Dulombi – Guiné, está em constante actualização.
Todos os meses poderá haver alterações e elas surgem muito a nível de e-mails e telefones.
A última actualização tem a data de 1 de Janeiro de 2016.

A nossa lista será uma das mais completas a nível de Companhias que passaram pelo Ultramar.

Tem várias colunas, que passamos a explicar:

1.ª Coluna: (N.º). É o número fixo de cada Combatente. Este número nunca se altera. No exemplo abaixo podemos ver que falta o N.º 6. Isso significa que este camarada faleceu, tendo sido retirado da lista.
Esta numeração vai até ao número 186.

2.ª Coluna: (Nome). É o nome completo do Combatente. Poderá também ter o nome da respectiva esposa, muito útil quando se telefona e atende uma senhora que, geralmente, é a esposa. Também pode ter outras informações.

3.ª Coluna: (Morada). Geralmente só tem o nome da Rua e o número de porta, nesta coluna.


                                     

Nome
Morada
Nº
COMBATENTES DA  2700 QUE PASSARAM  POR  DULOMBI - GUINÉ  EM  70 a 72 - ACTUALIZAÇÃO 1 DE JANEIRO 2016
1
ARÃO DE FREITAS SIMÕES (FURRIEL). (Refor. como Capitão)

2
ABILIO PONTES (Esposa: D. Fernanda)
3
ADELINO DOMINGOS LEITÃO DA SILVA (Mecânico Armas)
4
ADRIANO MARTINS FERREIRA


5
ADRIANO PINHO DA SILVA (Esposa: D. Natália)
7
ALBERTO REIS ESPIRITO SANTO

8
ALBINO ALMEIDA PIEDADE (Esp. D. Maria da Luz)

4.ª Coluna: (Morada). È o complemento da morada, com o respectivo código postal, cidade e/ou vila.

5.ª Coluna: (Telefone). Poderá ter o telefone fixo e o telefone móvel.

6.ª Coluna: (Q). É a numeração ordenada dos combatentes. Actualmente a nossa lista tem 153 elementos activos.

7.ª Coluna: (Pelotão). Nesta coluna pode-se consultar a que pelotão pertencia o Combatente ou que especialidade tinha. Temos:
1.º Pelotão / 2.º Pelotão / 3.º Pelotão / 4.º Pelotão
Auto / Transmissões / Hotelaria / Enfermagem / Indefinidos
CCS / C.S.R.E.A. (Comando, Secretariado, Reordenamento, Especialistas e Auxiliares)

8.ª Coluna (On.Hoj.) Ontem Hoje, foi uma rubrica publicada no nosso site, com as fotos dos elementos pertencentes a cada Área. Na linha de cada elemento, pode-se consultar o número do Post respectivo. Por exemplo, o combatente nº 2, pertencia ao 4º Pelotão. Este pelotão completo poderá ser visto no Post nº 505 do nosso Site.



Código Postal
Telefone
Q





Pelotão
On.Hoj.
1
Indefinido
P508
2
4.º Pel.
P505
3
C.S.R.E.A.
P498
4
CCS
P508


CCS
P508





        9.ª Coluna: é o endereço dos e-mails conhecidos

        10.ª Coluna: indica o Post onde se encontra as Relíquias Fotográficas (RF’s) de cada Combatente. Exemplos:

              O Combatente n.º 2 tem as suas RF’s no Post P345
               Existem letras antes do número, que apenas significam como se obtiveram essas Relíquias Fotográficas.
     A letra que aparece mais é um P, o que significa que esse camarada foi visitado por mim (Ricardo Lemos). Não tem muito interesse saber o significado das outras letras: V, C, B, MV, A.




SEM RF's

P345
P276
P294
P294

V283

P253



Concluímos assim a apresentação da nossa lista de Combatentes.
Esta lista está à disposição dos interessados, que será enviada por correio electrónico.
O pedido do envio poderá ser feito por: ricperlem@gmail.com
(Ricardo Lemos).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

P600: EM FEVEREIRO FAZEM ANOS

2 - Fernando Marques da Silva









4 - Albino Almeida Piedade









4 - Belarmino Vaz Pereira









8 - Jorge Manuel Silva Cunha









8 - Fernando Martins Fernandes









10 - Joaquim Jesus Alves









15 - José António Paiva Guimarães









15 - André Agostinho Correia






 23 - Armindo Conceição Ramos









23 - Gaspar Almeida Ribeiro









25 - António Pinto de Almeida








 29 - Manuel Maciel Fernandes

sábado, 30 de janeiro de 2016

P599: A ALEGRIA DE VIVER



46/47 anos separam estas duas fotos.

Diferentes ambientes, diferentes personagens mas sempre a mesma alegria de viver. Parabéns Luís.
 

sábado, 16 de janeiro de 2016

P598: RECORDANDO...

Estou a partilhar convosco este porta-chaves o qual já faz parte da "arqueologia sentimental" da 2700.
É, também, de certa forma, uma homenagem a um dos grandes obreiros dos Encontros da nossa Companhia. 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

P597: EM JANEIRO FAZEM ANOS

6 - Manuel Pedrosa da Costa











 7 - Virgílio Serralha Pires

 



 




9 - Luís Santos Silva



 
 10 - Timóteo da Conceição Santos




 14 - Fernando Santos Correia

 



16 - Fernando Cunha Lopes




 17 - Adriano Ferreira (CCS)




19 - Luís Bombico Telha





27 - Bernardino Pereira (Meirim)








29 - Manuel Jacinto Maurício






 

29 - Luís Maria

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

P596: TRIBUTO AO GIL RAMOS

Não resisti a transcrever o texto sentido que o Gil publicou no Facebook da Missão Dulombi:

5 anos depois vamos fazer um pequeno balanço.
Nota prévia: é impossível descrever todos os factos. Este resumo não faz juz ao esforço de todos os voluntários, empresas que se associaram e a todos os resistentes (desde o primeiro dia).
1970 - O meu pai foi para uma guerra para a qual não foi convidado. De todas as frentes que Portugal estava envolvido, falava-se da Guiné-Bissau como terrível. Ao meu pai foram-lhe ditas algumas coisas que só as pode ver quando chegou a Bissau.
Fernando Ramos e uns pares da Companhia 2700 estavam destacados para o início da construção de um quartel. Em Dulombi não havia quartel e a companhia anterior dormia em condições miseráveis. Durante a sua comissão, o meu pai pouco saiu de Dulombi. Os seus companheiros de guerra viram a morte de perto e cerca de uma dezena, perdeu mesmo a vida, seja em emboscadas, rebentamento de minas e de doença. Morreram também guineenses que lutavam sob a bandeira portuguesa.
Não se pode resumir uma guerra a 50 palavras, mas na verdade não foi uma guerra minha. Foi do meu pai. Durante toda a minha vida, ouvi mil e uma histórias do seu percurso de 2 anos. Foi e regressou vivo. Fez amigos para a vida, gostou do povo, adorou as crianças e sempre sentiu vontade de voltar. Nunca o fez.
2010 - após a morte da minha mãe, decidi com o Ricardo Ramos Moles, visitar a Guiné-Bissau. Demoramos umas semanas a preparar um carro velho, juntamos todos os trocos que tínhamos no bolso e fomos.
Bissau, onde iríamos fazer a nossa estadia tinha uma única pessoa que eu conhecia (Pedro Djassi). Conheci o Pedro no Porto. Ele trabalhava na loja de discos de amigos em comum e eu na loja da Lomo (fotografia).
Mil histórias ficam por contar, mas na verdade se hoje nos chamamos Missão Dulombi é porque chegar a Dulombi, seria uma verdadeira Missão. Experiência de África zero, um carro todo partido, histórias de raptos, terrorismo, estradas miseráveis e pior de tudo, viajamos em Outubro, o último mês da chuva na África Ocidental. Tudo perfeito.
Chegamos a Dulombi com a ajuda de um 4X4, estivemos 5 horas em Dulombi. Os carros eram raros e a presença de portugueses uma miragem. Vénia seja feita a um conjunto de ex-militares da companhia do meu pai, que uns 10 anos antes tinham feito o seu regresse à Guiné-Bissau.
O acolhimento foi inesquecível, os mais velhos falavam um pouco de português. Encontramos pessoas que se lembravam do meu pai e assim que distribuímos umas pequenas lembrança de Portugal, partimos para Bissau, a fim de iniciar a viagem de regresso.
Conhecemos Galomaro, onde se encontra um hospital. Um Hospital com falta de meios, falta de pessoal, falta de tudo. Ir a um hospital nestas condições é para adiar a morte. Duro de se ver, impossível de explicar.
Um mês depois de partirmos estávamos de regresso a Portugal. Sem dinheiro, com um carro destruído. Sem perspectivas profissionais muito risonhas. Todos os amigos, familiares e conhecidos queriam saber da aventura. Já havia Facebook, mas esse rolo compressor não tem humanismo, não tem emoção e também não tem o cheiro. Aquele cheiro da terra que trouxemos connosco. Semanas depois, o cheiro da terra estava entranhado nas roupas, em casa e no pobre carro que acabamos por vender.
2012 - Passaram 18 meses. A promessa de voltar estava a cumprir-se. Durante o estes meses, reunimos todos os esforços para levar ajuda a um país que tão bem nos tinha acolhido. Reunimos um grupo de 19 pessoas. Grande parte eram amigos, amigos de amigos. Nesta segunda aventura, seguia Fernando Ramos. Estava a regressar à Guiné-Bissau, 40 anos depois.
Seguia também António Barros, outro ex-combatente em Dulombi.
Afincadamente, este grupo começou obras de recuperação do Hospital. Demos ajuda aos pacientes, da melhor forma que podíamos e sabíamos. Salvamos o Baciro, um menino de 3 anos com grande parte do corpo queimado. Teria morrido não fosse a presença deste grande grupo de voluntários. Não sei bem ao certo, mas penso que reunimos 400 ou 500 Euros entre todos, para comprar todos os medicamentos, pensos e cremes de que necessitava. O Baciro está bem. É um dos nossos amuletos. Sempre que pensamos em dificuldades, pensamos na resistência deste menino.
Seguiu um contentor com 11 toneladas de bens. Equipamos o hospital de forma a torná-lo mais digno. Dulombi e a sua escola com 70 alunos, recebeu material escolar para um ano lectivo. As dificuldades de enviar, descarregar, desalfandegar e distribuir as coisas foram imensas. Um golpe de estado na Guiné-Bissau, parecia querer acabar com o nosso sonho de levar ajuda. Mas não. Ainda em 2012, viajamos para Dulombi com o objectivo de recuperar um pequeno posto de saúde, equipando-o com uma marquesa, mesa, cadeiras e um armário cheio de materiais de primeiros socorros.
Em 2013, e depois de trabalhos de limpeza, recuperação de redes mosquiteiras e a renovação de stocks de medicamentos do Hospital de Galomaro, recuperamos a velha escola de Galomaro. Construída em 1948, estava ao abandono. O grupo de 18 voluntários, transformou velho em novo. Em 2 dias, a velha escola já recebia alunos. A velha vedação do Hospital foi substituída (está de novo a precisar de reparação) e o primeiro contentor do lixo viu a luz do dia. Ainda hoje o hospital usa e abusa do “OSCAR” - gentilmente cedido por uma autarquia vizinha de Vila do Conde. Pela primeira vez, os 700 (setecentos!) aluno de Galomaro, receberam material escolar.
Nessa altura, os nossos acampamentos tinham condições muito pobres. Cozinhar, banhos e WC era tarefa muito complicada para um grupo tão grande. Fazíamos de Galomaro a nossa base. A Dulombi íamos realizar trabalhos e regressamos sempre a Galomaro. Sempre achamos que Dulombi não tinha condições para uma estadia prolongada. Decidimos ficar em Dulombi para experimentar dificuldades. Sentimos e de que maneira. Dissemos aos voluntários para levarem 2 garrafas de água cada 1. Pelo jantar já não havia. Noite difícil.
Noite magnífica. O silêncio da escuridão,o acampamento no centro da aldeia, a festa. Acordamos cheios de sede, mas com a certeza de que estávamos enganados. Galomaro tem muita gente, mais coisas para fazer, mas Dulombi trazia uma tranquilidade que nos estava a faltar. O grupo de voluntários, fez o primeiro inquérito local. Ficamos a saber o número de habitantes, as suas profissões e um pouco da história das suas vidas.
Em conversa, com os chefes da aldeia, ficamos a saber que a nossa presença poderia trazer mais ajuda. O insucesso escolar era evidente, pediram ajuda para a construção de um jardim de infância. Dissemos sim. Fomos ver um terreno, à entrada de Dulombi. Vimos mato e vimos o futuro. Ficou acordado, que na expedição seguinte iríamos dar início à construção desta escola. Sem saber bem como. Voltamos a Portugal e começamos a preparar ferramentas: uma betoneira, pás, baldes, gamelas, picaretas, catanas. Muita ferramenta.

sábado, 5 de dezembro de 2015

P595: FALECEU O BALÇA


Não tenho palavras. Ainda ontem estive com ele ao telefone a falar sobre o seu Molelos e o meu Desportivo, quando hoje pela manhã sou surpreendido por um telefonema de sua filha comunicando-me que o Helder tinha falecido com um ataque fulminante durante a noite. Que grande murro acabo de levar. 
Haverá cerimónia funebre ás 11 horas, de domingo 6, na Igreja de S. José, em Coimbra, partindo depois para sua terra natal (Molelos), onde ás 14 horas, na Igreja Matriz, se realizará missa por sua alma.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

P594: GIL RAMOS NA (A)MOSTRAR)

No Post anterior exortáva-vos a fazerem uma visita à Exposição da Marta Dias. 
Agora, é o Big Gil Ramos.
Entre 12 e 26 de Dezembro terá lugar, em Vila Conde, a Mostra Fotográfica (A)MOSTRAR, com várias instalações, de diversos artistas, repartidas pela cidade. 
O Gil lá estará presente com alguns dos seus trabalhos que poderão ser vistos na Insónia Audiovisual, na rua do Lidador, 80 - 1.º
Pessoal do norte (os do sul não estão proibidos mas imagino mais difícil) vamos lá marcar uma visita a Vila do Conde e deliciem-se com diversos trabalhos expostos "bebendo" Dulombi, captado pela objectiva do Gil.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

P593: DULOMBI AQUI TÃO PERTO



Incentivava todos os camaradas, principalmente os que moram na Grande Lisboa e que continuam a ter Dulombi no coração a visitar a Exposição Fotográfica, de autoria de Marta Dias, patente no Centro Cultural Malaposta, até ao dia 27 de Dezembro, no horário das 11 às 21 horas, de segunda a sábado e das 14 ás 19, aos domingos.

O fulcro desta exposição é o nosso Dulombi. A Marta, arquitecta de profissão, participou na penúltima Missão Dulombi. É cá das nossas, portanto. Terá, certamente, muito gosto em partilhar, com qualquer um de nós, as suas vivências dulombianas.