Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

P318: UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

Quem terá dito que uma imagem vale mais que mil palavras?
É que o autor desta frase tem toda a razão.
Para uns será uma simples foto de dois maduros com bolsa à tiracolo, numa qualquer cidade degradada.
Outros verão aqui nestes dois rostos da 2700: coragem, amizade, cumplicidade, dádiva, bravura, generosidade, serenidade e, fundamentalmente, solidariedade (40 anos depois).

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

P317: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO ARNALDO COSTA "ESTRAGA"

Arnaldo Seabra da Costa, ex-soldado condutor, mora na cidade francesa de Cerizay.

O Arnaldo Costa está na situação de reformado, tendo exercido a profissão de estucador. Há 39 anos que vive em França.

Tem quatro filhos e nove netos.

            Um abraço do Arnaldo Costa para todos os Dulombianos.
O Arnaldo Costa, o nosso condutor “Estraga”, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 14 de Março de 2011.

"Estraga" com o seu macaquinho

        Operação auto-transportada
Rodrigues, mec. Rosa, "Estraga" e Calado


   Condutores Calado, Vieira e “Estraga”e ainda o ajudante de mecânico David Jorge.

 Mecânico Rosa, “Estraga”, mec. Santos, Rodrigues, Fernando Ramos e Matos
todos a visualizar o que sobrou de uma jante de um Unimog, que accionou uma mina.

 Convívio: “Estraga”, Borges, Santos e Gaspar (enfermeiros)

"Estraga", enf. Gaspar, Barreiros, mec. Rosa e Gonçalves. 

 Almoço convívio no Refeitório
Fernando Fernandes, "Fafe", Marinho, "Estraga",  Borges, enf. Santos, enf. Gaspar, Cardoso, Patão, Sá e Calado

 O Arnaldo Costa numa das suas visitas a Portugal, e logo ao Estádio do Dragão, carago!!!

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

P316: MISSÃO DULOMBI NO JN

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

P315: MISSÃO DULOMBI

A partir de hoje terá início mais uma jornada de afectos. Os nossos camaradas António Barros e Fernando Ramos, excelente e confortavelmente acompanhados pelo Gil (Chefe da Missão), Ricardo, Celina, Vera, e outra quinzena de bom amigos encetam uma arrojada viagem até ao nosso Dulombi.
Será um pouco de cada um de nós, elementos da 2700, que seguirá naquela missão, procurarando levar algum conforto àqueles nossos irmãos tão carenciados dos mais elementares meios de subsistência. Será, também, um reviver de locais, memórias e até aromas. Aguenta coração. ESTAMOS CONVOSCO!

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

P314: VIAGEM A DULOMBI

Por favor cliquem em:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=528861&tm=8&layout=122&visual=61http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=528861&tm=8&layout=122&visual=61

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

P313: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DE HELDER PANÓIAS

Hélder Antunes Panóias, ex-1.ºsargento da Companhia, mora actualmente na Guarda.
Segundo as palavras do Capitão Panóias, na altura da nossa estadia em Dulombi, como 1.º sargento, exercia a actividade de Administrador.
Reformou-se no dia 1 de Março de 1992.
Em 10-08-1976 foi promovido a Sargento-ajudante.
Em 10-08-1976 foi promovido a Alferes (não há engano. As duas promoções na mesma data)
Em 10-08-1977 foi promovido a Tenente
Em 10-08-1980 foi promovido a Capitão
“Após o meu regresso da Guiné, fui nomeado, ainda, para uma nova Comissão, como 1.º sargento, desta vez para Moçambique, porém, como entretanto tinha obtido aprovação para a frequência da ESCOLA CENTRAL DE SARGENTOS, sedeada em Águeda, que ministrava um curso de formação para acesso a OFICIAIS DO QUADRO GERAL DO EXÉRCITO, fui chamado para a frequência desse curso, nos anos lectivos de 1974/75 e 1975/76, tendo, assim, «escapado» à nova Comissão.
Nessa Escola, além do meu curso, funcionavam mais dois cursos que eram frequentados por Sargentos-ajudantes, todavia como o curso era destinado ao acesso a oficiais, no final deste, todos os que obtinham aprovação, eram promovidos a alferes. Assim, os 1.ºs sargentos tinham que ascender primeiro a sargento-ajudante, logo as promoções a este posto e a alferes eram reportadas à mesma data”.
OUTRAS COMISSÕES:
Índia:              25-04-1951 a 05-02-1956 (Por voluntariado)
Angola:          18-06-1958 a 24-06-1962 (Por voluntariado)
Moçambique: 27-11-1963 a 01-01-1966 (Por imposição)
Angola:           10-11-1966 a 28-12-1968 (Por imposição, como a da Guiné)
Não tem filhos.
Um abraço do nosso Capitão Panóias para todos os Dulombianos.
 O Capitão Hélder Antunes Panóias, com as suas 82 primaveras, comemoradas no dia 11 de 
Dezembro de 2011.

Foto de 08-06-1971: Hélder Antunes Panóias

 Foto de 08-06-1971: Hélder Antunes Panóias e o Zarco

Foto já publicada no Post 288

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

P312: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO MANUEL TORRE

Manuel António Cruz Torre, ex-soldado cozinheiro da Companhia, mora em S. Romão de Neiva, Viana do Castelo. (São Romão de Neiva é uma freguesia do concelho de Viana do Castelo, com 6,57 km² de área. Até 6 de Abril de 2011, a designação da freguesia era apenas de Neiva).
        
O Manuel Torre encontra-se na situação de pré-reforma, tendo exercido a arte de soldador, especializado na soldadura por arco eléctrico e soldadura semi-automática. Esteve emigrado em França cerca de 38 anos, principalmente na cidade de Paris.
Apenas participou em um convívio anual da Companhia 2700, pelo simples facto de ter estado emigrado em França.

Tem quatro filhos e quatro netos.
               
Um abraço do António Torre para todos os Dulombianos.
 O António Torre, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 12 de Junho de 2011.



1.º Cabo Fernando Machado e António Torre (cozinheiros)

 Os cozinheiros Machado, Euclides Silva e Torre.

Matança das galinhas
Portugal, Brunheta, Barreiros, Torre e Terraço.

 De pé: Fernando Machado, “Matosinhos”, Torre, desconhecido e Alfredo Ribeiro
Á frente: o célebre Semba, Euclides Silva, Patão e desconhecido.


 Torre e o Capitão Carlos Gomes fazendo a prova do rancho.

 Cozinheiros Silva e Torre

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

P:311 VIAGEM A DULOMBI

Com a devida vénia passo a transcrever entrevista dada pelos nossos camaradas António Barros e Fernando Ramos e pelo filho deste, Gil Ramos, à Agência Lusa:
Guiné-Bissau: Missão solidária vai servir para fazer sonhar crianças e ex-combatente procurar a "paz absoluta"
Lisboa, 14 fev (Lusa) -- Gil Ramos leva na bagagem um globo terrestre para "fazer sonhar ainda mais" as crianças da Guiné-Bissau, na sua segunda missão solidária, que começa a 22 de fevereiro em Vila do Conde e termina muitos dias e quilómetros depois na aldeia do Dulombi.


Nesta viagem segue também o ex-combatente das tropas portuguesas António Barros, que leva na mala o "egoísmo" de quem quer alcançar a "paz absoluta" e deseja estar a 11 de março no mesmo sítio de onde há 40 anos saiu da guerra.
"Quando saí do arame farpado jurei a mim próprio que nunca mais lá voltava", confessa o agora arquiteto, que mudou de ideias com a primeira missão Dulombi e com as fotos que viu.
A campanha solidária decorreu em outubro de 2010 quando Gil foi com o seu primo Ricardo onde o seu pai combateu na guerra colonial. De carro, cumpriram o objetivo de conhecer e entregar, por exemplo, material escolar.
Foi através dos dois viajantes, que António Barros acabou 'assombrado' pelos "fantasmas" dos que "morreram" e daqueles que "se sabe que se tinha de matar".
Depois de décadas sem se lembrar da Guiné, António Barros viu as imagens de um monumento aos mortos que parecia ter a "bandeira portuguesa aos ombros".
Na legenda leu que o monumento "representava o sangue, suor e lágrimas" e até ao "choro convulso" foi um momento e até à certeza de que queria "fazer as pazes" com aquela terra africana foi outro.
"Dentro do arame farpado eu tinha 200 pessoas daquela tabanca. Eu tinha a certeza que tinha inimigos ali dentro", confessa António Ramos, que acrescenta que com o aprofundar da sua "consciência de culpa" percebeu que tinha deixado algo por fazer.
"Eu não devia ter ido combater, também não devia ter fugido. Devia ter dito 'eu não combato, mas estou aqui'". E na Guiné, o antigo militar quer pedir perdão, olhar sem desconfiança e sentir o cheiro a "podre da floresta virgem, que é cheiro também de vida".
Como arquiteto sabe que poderá ajudar e não o descarta, mas assume o seu "egoísmo": "Estou muito empenhado em mim e ficar em paz absoluta".
Por seu lado, Gil Ramos 'viveu' a guerra através de António Barros e do seu pai, Fernando, que também segue viagem este ano.
"É mais um percurso na minha vida", diz Fernando Ramos, que admite ansiedade, mas não ao ponto de afirmar que já está na Guiné.
Através de fotos continua com uma "vaga ideia" e garante que o choque pode vir se vir aquilo que adivinha: a fome estar pior do que há 40 anos.
"De resto tenho a noção correta, do viver das pessoas, convívio, afeto", relata.
O ex-militar nega maus tratos enquanto foi combatente, mas não nega "situações complicadíssimas".
"Hoje olhando para trás, vejo que devia estar doido. Os meus amigos também deviam estar doidos. Por que é que eu fiz aquilo? Eu não devia ter feito aquilo. Do nosso lado não existiam os maus tratos, era a nossa juventude a fazer coisas que nos traziam riscos da própria vida", nota.
Na mala, o organizador Gil Ramos leva também memórias suas da primeira vez que foi à Guiné num carro de cidade do seu primo Ricardo.
Esta segunda missão foi preparada durante um ano, inclui três viaturas preparadas para o terreno africano e um contentor com capacidade para 15 toneladas com roupas, material escolar e brinquedos que segue por barco.
Depois de ver um centro de saúde, onde quase só havia paredes, Gil também vai levar material hospitalar.
Mas o que Gil Ramos destaca são os globos terrestres e os mapas mundo que conseguiu arranjar.
"O globo terrestre e o mapa mundo era o que mais queríamos levar para tentar explicar, ainda não sei bem como, que o mundo existe além da aldeia deles", explicou à Lusa.
Estas viagens começaram porque Gil e Ricardo queriam ir até à África do Sul de carro, uma aventura que ficou só adiada.
Dentro de "um ou dois anos" querem juntar ainda mais amigos e organizar uma expedição turística solidária, com passagem obrigatória pela Guiné.
PL.
Lusa/fim

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

P310: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO MANUEL OLIVEIRA

Manuel Rodrigues Oliveira, ex-soldado atirador, pertencente ao 2.º pelotão, sob o comando do alferes Barata, mora em Braga.

O Manuel Oliveira está na situação de pré-reforma, tendo exercido a profissão de técnico de montagem dos aparelhos T.V., na Grundig, sedeada em Braga.

Tem uma filha e uma neta.

Um abraço do Manuel Oliveira para todos os Dulombianos.
O Manuel Oliveira, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 23 de Maio de 2011.


                                        
                                     

Manuel Rodrigues Oliveira     

     Foto do M. Oliveira com data de 8 de Agosto de 1970, tendo ao colo a menina Binta Djaló (provavelmente, ainda será prima do Yannick Djaló e da Lyonce Viiktórya!!!), filha do Mamadu Djaló, segundo as lembranças do Oliveira.

 Foto com data de 8 de Agosto de 1970
 Machado, Oliveira e Manuel Azevedo

 
Oliveira e a juventude Dulombiana

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

P309: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO SOLCÉLIO MATEUS

Solcélio Nascimento Mateus, ex-soldado apontador de metralhadora, pertencente ao 3Pelotão, sob o comando do alferes Ravasco, mora em Marialva, Mêda. (Marialva é uma freguesia do concelho da Mêda, com 19,15 km²).

 O Solcélio Mateus ainda não está reformado, mas trabalhou 23 anos em França, na fábrica da Citroen (automóveis). Enviuvou a 19 de Agosto de 2009.

Tinha três filhos, mas um filho faleceu em 1994, num desastre de automóvel a 1,5 km de casa. Era um jovem com 14 anos.
Tem ainda quatro netos e uma bisneta.

Um abraço do Solcélio Mateus para todos os Dulombianos.
  O Solcélio Mateus, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 20 de Março de 2011.

Solcélio Mateus

 Solcélio Mateus e o seu macaquinho

 Solcélio Mateus e Luís Santos Silva.

De pé: Reconhecemos o "Taipas", Ferreira, e Anselmo Natalino
Em primeiro plano: "Russo", Solcélio, furriel Soares, Eduardo Rosa Francisco e Barbosa

Solcélio Mateus e furriel Soares.

 Solcélio, Simões e Teodoro Abreu

 De pé: Ferreira, desconhecido, "Taipas", Solcélio e desconhecido.
Em primeiro plano: Barbosa, Diogo, fur. Soares e Francisco Ribeiro.
Solcélio Mateus e Santos Silva

Santos Silva e Solcélio

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

P308: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO ALBINO PIEDADE

Albino Almeida Piedade, ex-1.º cabo atirador, pertencente ao 3.º pelotão, sob o comando do alferes Ravasco, mora em Vale de Óbidos, Rio Maior, distrito de Santarém
                                                                                     
Está na situação de reformado desde a idade de 55 anos, tendo exercido a profissão de carpinteiro.

Tem quatro filhos e seis netos.

            Um abraço do Albino Piedade para todos os Dulombianos.
 O Albino Piedade, com as suas 64 primaveras, comemoradas no dia 4 de Fevereiro de 2012. 

   

                                                                
                     Albino Almeida Piedade

No Refeitório
Piedade, Francisco Almeida, desconhecido, Armindo Ramos, Rosa, sargento Teixeira. Leitão, Matos, Vila Franca, cozinheiro Machado e Gaspar Ribeiro.

 Piedade, Teixeira Pinto e Armindo Ramos.
Construindo um barco em fósforos. Era um passatempo em Dulombi.

  Preparação de petisco. 
Teixeira Pinto mexendo a sertã e Piedade preparando os filetes.