segunda-feira, 27 de abril de 2015

P569: RESCALDO DAS RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS (VI PARTE)


Com 121 Relíquias Fotográficas conseguidas e descritas nos temas anteriores, nesta VI parte concluirei os 11 casos cujas circunstâncias foram descritas no tema anterior.
Ora vejamos:

6. José Maria Cardoso da Silva, condutor, Macieira de Cambra

O condutor Cardoso não fazia parte da lista do Timóteo. Mas eu sabia que havia um condutor Cardoso, considerado um dos melhores elementos nesta especialidade. Por onde andaria o Cardoso? Andei meses a averiguar e a primeira referência foi-me dada pelo Carlos Barbosa, ex-furriel dos Açores. Certo dia o Barbosa contou-me que reconheceu o Cardoso, quando uma empresa de Vale de Cambra enviou especialistas em soldadura para trabalhos na sua Empresa. Um deles era o Cardoso.
Já tinha uma primeira pista.
Telefonei para a Empresa referida pelo Barbosa, perguntando pelo Cardoso. A resposta foi negativa. Não tinham nenhum empregado com o nome de José Maria Cardoso da Silva, nem constava nos registos da Empresa esse nome!
Mais tarde, com a colaboração do saudoso Tenente-Coronel Correia e através do número mecanográfico existente na lista de embarque do Carvalho Araújo, e com a ajuda dos seus amigos de Lisboa, conseguiu-se descobrir a morada do Cardoso, aquando da sua partida para a Guiné. Essas moradas que consegui de muitos camaradas, apenas referiam a freguesia. Nem ruas nem outras indicações me eram dadas.
Com a freguesia conhecida, e na esperança do Cardoso ainda lá morar, mandei um e-mail para a junta de freguesia de Macieira de Cambra, cuja resposta foi a seguinte:

“Em resposta ao seu E-mail informamos V/Ex.ª que o Sr. José Maria Cardoso da Silva, nascido em 02/04/1948, já faleceu em 23/09/1995, vítima de um acidente de trabalho e encontra-se sepultado no Cemitério desta Freguesia”.

O José Maria trabalhava na fábrica ARSOPI, sediada em Vale de Cambra. Era um soldador especializado e muito solicitado tanto em Portugal e Ilhas, principalmente nos Açores, assim como no estrangeiro.
Como é que quando telefonei para esta fábrica, nada me disseram?
Para obter as suas RF’s, desloquei-me a Vale de Cambra, visitei a sepultura do Cardoso no Cemitério local e falei com a D. Carminda, a viúva do Cardoso. O Pedro e o Bruno, filhos do Cardoso, tiveram a amabilidade de me enviar algumas fotos do seu álbum.
Um agradecimento a toda a sua família pela forma como fui recebido.

7. Abílio José Dias Fernandes Saraiva, de Boticas

        Outro camarada que não constava da lista do Timóteo, mas estava presente na lista de embarque do Carvalho Araújo.
         Descobriu-o através de tentativas telefónicas. O apelido Saraiva não constava do seu nome inicial. Uma história que está narrada nas suas RF’s.
         Quando disse ao Fernando Barata que tinha encontrado mais um elemento da Companhia 2700, ele não acreditou pois nunca mais o Abílio Saraiva foi lembrado. A 1.ª resposta que obtive do Barata foi: “ Ele não é da nossa Companhia!”. Mas era! Foi um elemento do 1.º pelotão, com fotografias a comprovar isso mesmo.
          Conheci-o na freguesia de São Salvador de Viveiro, onde mora. Cheguei em boa altura, logo na matança do porco…
           Jamais me esquecerei do delicioso jantar com que fui presenteado…com rojões, torresmos, outros petiscos da matança do porco, bom chouriço, presunto, pão caseiro, tudo acompanhado com um vinho bem rascante!
            E assim descobri o Saraiva, e também completadas muitas legendas das RF’s fotográficas onde aparecia um desconhecido…de nome Abílio Saraiva!
         

8. Luís Gonçalves Alves, Vieira do Minho

Outro camarada que não constava da lista do Timóteo, mas estava presente na lista de embarque do Carvalho Araújo.
Mais uma colaboração do saudoso Tenente-Coronel Correia, pois não fazia a mínima ideia onde encontrar o Luís Alves!
A resposta surgiu passado algum tempo, na sua forma mais simples, como sempre: o Luís Alves era natural de Vieira do Minho.
Tentei via e-mail saber do Luís Alves, através da Câmara Municipal de Vieira do Minho. Mas desta vez não obtive a colaboração desejada.
Como Vieira do Minho é a terra Natal dos meus pais, nada melhor do que dar um passeio até esta bela Vila portuguesa e indagar sobre o Luís Alves.
Pela manhã, fui até ao posto da GNR local saber se conheciam um Luís Gonçalves Alves, dando as referências possíveis. Mas a pesquisa foi infrutífera. Daí, obtive a informação que havia na terra uma individualidade que talvez me pudesse ajudar. Ora, esse Senhor, era também um ex-combatente do Ultramar, mas não conseguiu lembrar-se do Luís e mais disse que Vieira do Minho tem muitas freguesias e era preciso saber de que freguesia era natural o Luís Alves.
Eu lá sabia!
Houve uma solução. Este meu novo amigo tinha conhecimentos nas Finanças e talvez pudesse descobrir o seu paradeiro…se era vivo ou não! Trocamos os números de telefone e regressei a casa com a esperança de um telefonema. Certo dia, a resposta chegou: o Luís Alves vivia em Rossas, uma freguesia de Vieira do Minho.
Conheci o Luís no Aeroporto do Porto, pois veio acompanhar um familiar que se ausentava para o Estrangeiro.
Convivemos à mesa de uma esplanada.
Obrigado Luís pela amizade demonstrada.

9. António Fernando Magalhães, Penafiel

Outro camarada que não constava da lista do Timóteo, mas estava presente na lista de embarque do Carvalho Araújo.
Descobriu-o através de tentativas telefónicas, depois de 41 anos sem contactos com a 2700.
Visitei-o em Novelas, Penafiel, onde mora.
 À minha espera estava o António acompanhado pela sua filha Maria José.
Foi um encontro simpático.


10. António José Dias Guerreiro, Almancil

Outro camarada que não constava da lista do Timóteo, mas estava presente na lista de embarque do Carvalho Araújo.
Desta vez foi o Ventura que me ajudou a encontrá-lo, visto que conhecia a irmã do Dias Guerreiro.
O José Guerreiro vive na Casa da Horta, em Almancil, pertencente à Unidade de Vida Apoiada da Associação de Saúde Mental do Algarve – ASMAL, cuja sede está situada em Loulé.
Será sempre a sua casa.
Fui visitá-lo num dia radioso de Verão, levando-o a passear por Almancil. Naturalmente que o José não se lembra de nada, relativamente à nossa Companhia, devido à sua doença.
Ofereci-lhe uns maços de cigarros e despedimo-nos, levando-o novamente à Casa da Horta.


11. Serafim Martins Marques Carneiro, Vila Nova de Gaia

Outro camarada que não constava da lista do Timóteo.
Chegou a Dulombi por rendição individual.
Presentemente, o Serafim Carneiro está internado na Fundação Lar Evangélico Português, desde Fevereiro de 2012, sita na Rua D. Afonso Henriques, nº 2767; 4425 - 057 Maia (Águas Santas).
Tem um quadro psíquico ainda por avaliar.
Conheci o Serafim na casa da sua irmã Gracinda, em Vila Nova de Gaia. Devido à sua doença do foro psíquico, lembra-se de uma forma muito confusa, da Guiné e de Galomaro.
Em Dulombi tinha a alcunha de Fritz.
Como o descobri? Com a ajuda de amigos de Matosinhos…

Simultaneamente, continuei a fazer visitas a camaradas da 2700 cujas direcções eram conhecidas a fim de recolher as RF’s correspondentes:

- Aníbal de Sousa Barros, Arcos de Valdevez
 
   Esperei por Agosto, pois os nossos emigrantes costumam escolher este mês para as suas férias e, aproveitando as Festas da Vila, segui rumo aos Arcos para lhe fazer uma visita.

- António Augusto Oliveira Barros, Vila Nova de Gaia

     O local escolhido para a recolha das RF’s foi o restaurante Proa, em Matosinhos, onde trabalha o Maciel e, depois de saborearmos uns apetitosos petiscos, as relíquias fotográficas foram analisadas e escolhidas para publicação no nosso blogue.

- Joaquim Queirós Fernandes, Vila Verde

     Segui rumo a Vila Verde, manhã cedo. A família Queirós preparava-se para participar no coro litúrgico da missa das 9 horas de Domingo. Assisti à missa dominical e apreciei os dotes artísticos da família Queirós.
     Depois de visitar a Vila, o Queirós teve a amabilidade de nos convidar para o almoço.
      Um muito obrigado, Queirós, pela forma simpática como fomos recebidos.

- José Manuel Alves da Cruz, Paredes de Coura

      Por caminhos nunca antes navegados, lá consegui chegar à freguesia de Cassourado, lugar do Cassourado, Paredes de Coura, sem antes ter de perguntar várias vezes pelo dito lugar, pois o meu GPS não me informou da sua localização…

- José Marques Miranda, Taipas

         Para encontrar o “Taipas” tive que me deslocar a São Clemente de Sande duas vezes. Mas lá nos encontramos à mesa de um café na companhia de umas cervejas!

- Luís Santos Silva, Vinhais

          Mais conhecido em Vinhais, por “Chedre” e famoso tocador de concertina, o Luís recebeu-me com todas as honras e, à minha espera, estava um delicioso prato de javali dos montes de Vinhais.
          Voltei passados uns meses para a apanha das cerejas – a mala do meu carro encheu-se com este saboroso fruto e, em troca, levei da lota de Matosinhos, dois cabazes de peixe vivinho!
Um grande abraço “Chedre” e, até à época das cerejas…!!!
          
- Manuel Pedrosa Costa, Coimbrão

    Emigrante em França, encontrei o Pedrosa em Coimbrão, na altura das suas férias, no mês de Agosto. As suas RF’s me foram enviadas pelo correio, quando regressou a França.

- Ramiro Jesus Oliveira, Leiria

      Passei duas vezes por Leiria e, só pela segunda vez, é que encontrei o “Capelão”. Fui recebido com muita simpatia.

Por outros processos, ainda realizei as seguintes RF’s:

- Augusto Pereira Rosa, Faro

- Arão de Freitas Simões, Braga

Como o tema já vai longo, termino por hoje, com 137 Relíquias Fotográficas conseguidas pelos meios descritos até ao momento.
Concluirei este “rescaldo” das RF’s, no próximo artigo.

Até breve.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

P568: PRESENÇAS NO 24.º ENCONTRO DA COMPANHIA


1 ADRIANO MARTINS FERREIRA 
2 ALCINO DA SILVA E SOUSA
3 ALFREDO ADÃO FREITAS DE SÁ
4 ALFREDO AZEVEDO PEREIRA
5 AMADEU VIRGÍLIO SERRALHA PIRES   
6 AMÉRICO  DA CONC. ESTANQUEIRO 
7 ANTÓNIO A. OLIVEIRA BARROS 
8 ANTÓNIO BESSA NUNES
9 ANTÓNIO DA SILVA SOARES
10 ANTÓNIO FRANCISCO DE ALMEIDA
11 ANTÓNIO V. L. MARINHO ALVES
12 ARMINDO DA CONCEIÇÃO RAMOS
13 CÂNDIDO MANUEL NUNES
14 CARLOS ALBERTO MAURÍCIO GOMES   
15 CARLOS ALBERTO PINA BENTES
16 CARLOS MANUEL OLIVEIRA COSTA
17 CARLOS VENÂNCIO JESUS CALADO
18 DOMINGOS MAGALHÃES LEMOS  
19 DOMINGOS MAGALHÃES PIRES
20 EDUARDO ROSA FRANCISCO
21 FERNANDO ALVES RODRIGUES
22 FERNANDO DOS SANTOS CORREIA
23 FERNANDO MANUEL M. BARATA 
24 FERNANDO MARIA LUÍS
25 FERNANDO MOTA
26 FERNANDO PEREIRA MACHADO
27 FIRMINO DA SILVA PEREIRA 
28 FRANCISCO TOMAZ DA SILVA RIBEIRO
29 GASPAR ALMEIDA RIBEIRO 
30 HELDER ANTUNES PANOIAS 
31 HENRIQUE M. DA ROCHA SOARES 
32 JOÃO DA COSTA MARINHO
33 JOÃO MANUEL PAULETA RICO  
34 JOAQUIM JESUS ALVES 
35 JOAQUIM JOSÉ QUEIROZ FERNANDES
36 JOAQUIM MOURA QUINTAS
37 JOSÉ DA SILVA SANTOS (Mecânico)
38 JOSÉ MAIA DA CUNHA
39 JOSÉ MANUEL ROCHA DA COSTA
40 JOSÉ MARIA PRATA
41 JOSÉ MARINHO GOMES DA SILVA  
42 JOSÉ MARQUES MIRANDA (Taipas) 
43 LEANDRO JOSÉ R. GONÇALVES
44 LUÍS MANUEL BOMBICO TELHA 
45 MANUEL CANDEIAS RAVASCO
46 MANUEL GUERREIRO VENTURA
47 MANUEL J. MACIEL FERNANDES
48 MANUEL MARIA BRUNHETA
49 RICARDO PEREIRA LEMOS  
50 TIMÓTEO SIMÕES SANTOS  
51 VALDEMAR CHAVES FERREIRA
52 VITOR M. DE SOUSA RODRIGUES

sexta-feira, 17 de abril de 2015

P567: 24.º ENCONTRO DA COMPANHIA

Neste momento (17/4) já temos 100 presenças confirmadas (ex-combatentes e familiares).
Não se esqueçam que a data limite de confirmação extingue-se a 20 de Abril (segunda-feira).

segunda-feira, 13 de abril de 2015

P566: RELÍQUIAS DO NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO

Atendendo ao facto de se aproximar mais um Encontro da nossa Companhia, faz todo o sentido apresentarmos fotos do nosso 1.º Encontro realizado em Barcelos, em 1990, tendo como organizadores o Fernando Ramos e o José Marinho. 
Os nossos agradecimentos ao Timóteo por nos ter facultado estes tesourinhos.

 Em pé, à direita, os organizadores Fernando Ramos e José Marinho

Timóteo e Adriano Silva "Arouca"

 Antero Fonseca

 Virgílio Pires

 Fernando "Mota"

 Marinho Alves

 Convidado e Armindo Sousa

 Fernando Correia

 José Costa

 Silva Soares

 Marinho Alves e Esposas de Fernando Ramos e José Marinho, já falecidas

 Belmiro Moreira

 "Meirim"

 Convidado, Cond. Rodrigues, Carlos Barbosa, António Barros e Queiroz Fernandes

 Cândido Vila Franca, Cor. Carlos Gomes, Ten. Cor. Carlos Correia e Joaquim Quintas

 Júlio Machado, Marinho e "Chedre"

 Maia da Cunha e Jorge Cunha

 Vila Franca, Cor. Gomes, T. Cor. Correia e, de pé, Maciel Fernandes

 "Vila Real", "Judeu", Fernando Ramos e Joaquim Alves

 António Almeida, Alfredo Sá e "Vila Real"

 Barros, Correia, Cândido Nunes, Barata e Cor. Gomes

 Armindo Sousa, Cond. Rodrigues e António Almeida

 Carlos Barbosa, Barros, Queiroz Fernandes e Cardoso de Almeida.
De perfil, à direita, Ricardo Lemos.


 Júlio Machado, Silva Soares e Maia da Cunha

 Joaquim Alves, Antero Fonseca e Henrique Soares


 Manuel Ravasco


Armindo Ramos

sexta-feira, 10 de abril de 2015

P565: 24.º ENCONTRO DA COMPANHIA


terça-feira, 7 de abril de 2015

P564: RESCALDO DAS RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS (V PARTE)


            Com 109 Relíquias Fotográficas conseguidas e descritas nos temas anteriores, falta apenas narrar as peripécias por que passei até encontrar os três camaradas emigrados em falta, para concluir as RF’s conseguidas através do correio normal e via electrónica, sem antes ter de me deslocar aos locais indicados por diversas fontes até chegar ao contacto dos elementos procurados.
Temos o caso do Arlindo Ferreira Gonçalves. Nas publicações das Relíquias Fotográficas no nosso Blogue, aparecia de quando em vez, um camarada com a alcunha de “Boticas”.
Ora, Boticas, é uma vila portuguesa do Alto Trás-os-Montes, fazendo fronteira com Montalegre, Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Cabeceiras de Basto.
Entretanto, não sabíamos que o “Boticas” era o Arlindo Ferreira Gonçalves. Tive a informação que o Arlindo tinha residência em Viseu, já não morando em Boticas há muito tempo. Depois soube que tinha emigrado para a Alemanha. Este é um caso que não posso descrever como o encontrei, pois já não me lembro. Como consegui o número de telefone da Alemanha? Vagamente, recordo-me que talvez fosse o Fernando Fernandes que mora a cerca de 30 km de Frankfurt, onde reside o Arlindo, que mo conseguiu arranjar.
Conheci o “Boticas” quando veio de férias a Portugal, e aterrou no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto. Vinha acompanhado de sua filha e esperava-o um irmão. À mesa de um café do aeroporto, dialogamos sobre a “Vida”, tirámos umas fotos, e o Arlindo seguiu viagem para a sua “Viseu”, já que Boticas, foi onde nasceu.
Um abraço, Arlindo, pela simpatia com que fui recebido.
Relativamente ao Fernando Fernandes, a primeira informação que tive foi do Maciel. Este tinha uma direcção de Viseu, nomeadamente de Silgueiros.
Nas minhas viagens de Janeiras e Reis como apreciador destes costumes, em Janeiro de 2012 ou 2013 fui até Passos de Silgueiros assistir ao Encontro das Janeiras organizado pelo Grupo Etnográfico da freguesia.
Ora, aproveitei para fazer averiguações sobre o Fernando Fernandes, nomeadamente junto do meu amigo Inspector Lopes Pires, conhecedor profundo das gentes de Silgueiros. Só que fui informado que havia várias freguesias com o nome de Silgueiros. O Senhor Inspector sugeriu-me que o melhor seria perguntar ao “Homem Correio” da terra, mais conhecedor das pessoas das aldeias. Pois foi este Senhor, cujo nome já me varreu, que descobriu, pelos dados fornecidos por mim, que havia um Fernando Fernandes emigrado na Alemanha, mas que morava na freguesia de Silgueiros de Bodiosa, e que tinha uma residência nessa freguesia. Por este processo consegui o número de telefone do Fernandes e quando telefonei…era mesmo ele.
Por último, temos o caso do Valdemar Ferreira. As listas do Timóteo indicavam uma direcção de Chaves. Lá arranjei o telefone dessa direcção e o atendimento foi feito por uma sua irmã. Mas não consegui o contacto do Valdemar, visto que não obtive a confiança por parte dos seus familiares. Talvez pensassem que os objectivos do meu telefonema fossem outros. Então, pedi a colaboração do Manuel Parada, morador nas terras das “bruxarias”, para ir pessoalmente à residência da irmã, para explicar os objectivos das minhas pesquisas. Assim consegui saber a direcção e o contacto telefónico do Valdemar, cuja família mora em Castro D’Aire, estando ele, nessa altura, na Suíça, como emigrante.
Fui muito bem atendido pelo Valdemar, já que ele não tinha contactos com elementos da 2700. Já regressou definitivamente a Portugal.

Algumas das RF’s foram conseguidas com a ajuda de terceiros:

Fernando Barata: Tratou das RF’s do Fernandino da Silva Almeida, do Henrique Manuel da Rocha Soares, do José Orlando Vicente, do Manuel Carlos Candeias Ravasco, do Carlos Manuel Oliveira Costa e das suas próprias RF’s.

Manuel Ventura: Tratou, a meu pedido, das RF’s do cozinheiro Patão, com residência em Lagos. Obrigado Ventura, pela colaboração prestada.

Trabalhei seguidamente em casos de camaradas que não faziam parte da lista do Timóteo, mas faziam parte da lista de embarque do Carvalho Araújo. Não sei por que razão os pioneiros desta lista não os colocaram ou não os procuraram ou ainda por que não os encontraram.
Também segui o rasto de camaradas que não respondiam às cartas do Timóteo ou estas vinham devolvidas por desconhecimento do seu paradeiro.
Tenho onze pesquisas realizadas nestas circunstâncias ao longo de muitos meses e, cada uma, com a sua história:

1.      Alfredo Azevedo - Amares

Foi em Janeiro de 2012 que segui rumo a Amares para tentar saber notícias do Alfredo Azevedo, já que as cartas que o Timóteo enviava vinham sempre devolvidas. No primeiro café que encontrei, parei e perguntei pelo Alfredo. Por coincidência, aí se encontrava um seu irmão a jogar uma partida de sueca com os amigos. E a infeliz notícia veio logo a seguir: O Alfredo tinha falecido em Agosto de 2007, em França.
A notícia foi publicada no nosso Blogue.           

2. António Joaquim Rodrigues Torres - Arcos de Valdevez.

     Resolvi dar um passeio até Arcos de Valdevez. Depois de visitar esta belíssima vila raiana do distrito de Viana do Castelo, segui rumo ao lugar de Casal do Vale. Era um Domingo. O lugar parecia um deserto. Pelas suas sinuosas vielas encontrei finalmente um habitante. Aproveitei a oportunidade para perguntar pelo Torres. Sorte a minha: tinha estacionado o Jipe a 10 metros da casa da mãe do Torres. Esse amigo apresentou-me à D. Maria Rodrigues, mas a desconfiança demonstrada pela D. Maria foi notória. Contudo, como ia acompanhado pela minha esposa e por um habitante da aldeia, o diálogo foi possível. Logo mostrei fotografias do Torres e a confiança subiu ao ponto de a D. Maria Rodrigues nos convidar para jantar. No início a D. Maria não tinha o telefone do filho nem a sua direcção, mas no final da visita, lá mo arranjou. Não consegui fotos recentes do Torres. Já o contactei várias vezes. Está emigrado na Bélgica. Espero que me envie uma foto recente.
Talvez, um dia, o encontre de férias em Portugal….

3. Manuel Gonçalves da Costa, “Vila Pouca” - Ponte de Lima

 Este nosso camarada não se encontrava nas listas do Timóteo, apenas era mencionado na lista de embarque do Carvalho Araújo.
 Sendo assim, não fazia a mínima ideia onde morava.
Por outro lado, nas fotos que iam aparecendo nas RF’s, aparecia um camarada com a alcunha de “Vila Pouca”.
Afinal o “Vila Pouca” era o Manuel Gonçalves da Costa.
Com a preciosa colaboração do saudoso Tenente-Coronel Correia e através do número mecanográfico, consegui saber a residência do “Vila Pouca”, aquando da sua partida para a Guiné. Talvez morasse no mesmo lugar!
Segui rumo a Ponte de Lima, mais propriamente à freguesia de Vitorino de Piães, com a esperança de o encontrar.
Fui bem sucedido e logo demos um abraço, exclamando o Manuel Costa: Pensei que já todos tinham morrido”… pois há mais de 40 anos que não tinha notícias da 2700.
Como curiosidade, perguntei ao Manuel da Costa porquê o apelido “Vila Pouca”, já que ele morou sempre em Ponte de Lima e Vila Pouca de Aguiar fica a cerca de 90 km de distância!
E a resposta foi: “não sei porquê, alguns colegas do meu pelotão começaram-me a chamar por esse apelido, talvez por confusão da minha terra natal… e assim fiquei com essa alcunha inapropriada”.


4. Delmar M. Sobreira, “Faiões” - Chaves

Nas fotos que iam aparecendo, aquando das publicações das RF’s, de quando em vez aparecia o nome “Faiões”. Mas quem era o “Faiões”?
Ora, Faiões, é uma freguesia do Concelho de Chaves.
Acabei por descobrir que o “Faiões” era o Delmar M. Sobreira, natural da freguesia de Faiões. O Delmar também não vinha nas listas do Timóteo. Obtive informações sobre o Delmar através dos camaradas a viverem em Chaves, nomeadamente o Elias e o Parada. Soube então que o Delmar tinha falecido num brutal desastre de motorizada contra um camião.
Foi mais uma triste notícia obtida nestas pesquisas.

5. Joaquim Azevedo Costa, “Reguila" - Trofa

Este nosso camarada também não se encontrava na lista do Timóteo. A primeira informação foi-me dada pelo Maciel. Segundo o Maciel este nosso camarada tinha falecido num desastre quando se dirigia para Fátima. Certo dia, o Fernando Barata recebeu um e-mail de seus familiares, depois de terem visto o nosso Blogue e o nome dele. O falecimento do Joaquim Costa afinal foi devido a uma grave doença de estômago, tendo falecido em Agosto de 1980.


Continuarei no próximo capítulo, já que o tema de hoje vai longo.

Até à data foram descritas 121 RF’s.

Até breve.