quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

P210: ASPECTOS HUMANOS DE DULOMBI - O FUNERAL DE UMA CRIANÇA / RICARDO LEMOS

Não era muito comum este tipo de acontecimento em Dulombi.
Sabendo que se ia realizar este ritual fúnebre, peguei na minha máquina fotográfica, e com a devida autorização dos autóctones, realizei esta reportagem em imagens, que vos passo a apresentar.
Não me lembro quem era a criança defunta, qual a causa da sua morte, nem tão pouco quem eram os seus pais. Apresento a sequência das cerimónias fúnebres. As imagens falam por si.
Apenas a população masculina participava no “enterro”. Nesta zona externa ao acampamento, que ficava no lado das oficinas auto, a “campa” era aberta pelos Homens-Grandes.
A abertura da campa está concluída. Reparem que existe uma outra campa atrás, o que dá a entender que era aqui o “cemitério” de Dulombi.
Eis a chegada do “cortejo fúnebre”.
Penso que a religião praticada era o Islamismo. Os participantes na cerimónia
religiosa fazem as suas orações, vendo-se um autóctone todo vestido de branco,
inclusive com uma espécie de gorro branco na cabeça, que deveria ser o “chefe
religioso”, à frente dos restantes participantes. O defunto, envolvido com um
“tecido” branco, encontra-se à frente do grupo, pousado entre as folhagens.
Outro aspecto cerimonial. Os Homens Grandes, ora estão com as mãos na cabeça, ora com as mãos juntas. Qual o significado?
O defunto é colocado na sepultura.
A sepultura é tapada com troncos de árvore
Depois bem tapada com ramos e folhas. Parece-me que existe um determinado rigor nas vestimentas usadas pelos participantes.
Depois, todos participam na colocação de terra.
Finda a cerimónia, o aspecto final da campa (a 1ª na imagem)
Ricardo Lemos

domingo, 26 de dezembro de 2010

P209: ABASTECIMENTO DE ÁGUA - RICARDO LEMOS

O abastecimento de água para a Companhia era realizado por uma equipa constituída por um condutor e um grupo de outros soldados destacados para o efeito.
Pronta a viatura, eram carregados os bidões de 200 litros, preparados especialmente para este fim, e que tinham servido de armazenamento do combustível utilizado na Companhia – gasolina, petróleo e óleos.
Relembro que este abastecimento provinha do Xime, e era realizado periodicamente pelas nossas colunas de reabastecimento. Os bidões vazios eram então aproveitados para vários fins, nomeadamente para armazenamento de água, como depósito nos chuveiros improvisados para as nossas “banhocas"para preparação de grelhadores para os célebres churrascos, para oferecer à população local com vista às suas necessidades laborais, etc.
(Nota do editor: e também para reforçar a entrada dos abrigos, depois de cheios com terra)
Também é certo que, ao longo do tempo, eles se deterioravam, e eram substituídos por novos bidões.
Retornando ao tema principal, o Unimog em serviço era também carregado com a respectiva moto-bomba e as mangueiras necessárias para retirar a água dos poços de reabastecimento.

Ora, na foto acima, temos uma das famosas equipas de reabastecimento de água, perto de um dos poços de captura do precioso líquido, quando o Verão apertava. O Rodrigues é o condutor. Vamos lá reconhecer os restantes. (Desculpa, Lemos, mas estás equivocado. O elemento que te parece o Rodrigues (há semelhanças, sim, senhor) é um soldado do 3.º Pelotão - seria, nesse dia, uma secção do 3.º Pelotão escalada para este serviço - Eu reconheço o Fernando do Caramulo e o Ramiro Oliveira, bem como o Amaral (com soutien!!!), este sim o Condutor escalado para a condução da viatura. Ou tu pensas, apesar do óptimo serviço que concebeste, ser necessário um piloto e um co-piloto, como na navegação aérea /eheheh/. Ah! e o que eu descobri. Reparem que, embora a viatura seja conduzida pelo Amaral, esta deveria estar alocada ao Calado, que tinha a alcunha de Setúbal, já que na parte direita do pára-choques podemos ler: "Setúbal - Robin dos Bosques")
Na foto abaixo, lá está o Lemos, em pose, nas traseiras da bem conceituada oficina auto, onde trabalhavam os melhores mecânicos da região, vendo-se os famosos bidões acima descritos, estes utilizados no armazenamento de lubrificantes – os óleos nºs 30, 50 e 90, referências da sua viscosidade e utilizados nas viaturas, ora nas mudanças periódicas dos óleos dos motores, ora nas caixas de velocidades, ora nos eixos diferenciais. Cada tipo de óleo tinha o seu fim.

Seguidamente, na imagem inferior, o local do reabastecimento de água:
Por fim, a foto mais impressionante: o poço de reabastecimento.
Uma abertura em terra, sem as condições mínimas de salubridade.
No lado esquerdo vê-se a mangueira da moto-bomba, posicionada através de um pau.
A cor da água é barrenta, e no lado direito umas ervas esverdeadas, completam as características do local.
No Verão, este poço quase secava, e só se retiravam uns garrafões por dia. A cor da água era então, castanha-avermelhada.


RELEMBREM.
DIVULGUEM
FOMOS HERÓIS

Ricardo Lemos

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

P208: FAUNA DE DULOMBI

Como já vai sendo habitual e tendo como suporte o arquivo fotográfico do Ricardo Lemos hoje propomo-nos apresentar a fauna de Dulombi. E esta vai desde o célebre Zarco, cão pertencente ao Coronel Carlos Gomes e que viajou juntamente connosco na Carvalho Araújo desde Lisboa. Há dias falando com o nosso Comandante perguntei-lhe que demarches tinha percorrido para o transporte do Zarco e fiquei pasmado ao referir-me que se limitou a introduzir o Zarco no navio sem ter dado conhecimento a alguém. Outros tempos...
O Zarco teve um fim triste já que uma noite divagando junto ao arame farpado um sentinela perscrutando movimentos não esteve com meias medidas, abriu fogo e atingiu-o. Este não morreu na altura mas ficou num estado que teve por acabar de ser abatido meses depois.
Temos também a cabritinha que era a mascote dos Condutores. Referiu-me o Lemos que ela foi adquirida em tenra idade para mais dia menos dia ser abatida e servir de refeição. Acontece que o pessoal se lhe foi afeiçoando e o abate foi adiado, tendo sido legada à Companhia que nos rendeu e provavelmente abatida poucos dias após termos abandonado Dulombi.
Os gatos eram mascotes dos Furrieis e a mamã dava pelo nome de Xana.
O macaco se não estou em erro pertencia ao Borges, director comercial do bar privado existente em Dulombi.
Existiam também outros cães, presumo propriedade da população mas que nós acarinhávamos.
Pontualmente, nas imediações do aquartelamento, tinhamos a sorte de abater para nosso sustento, alguns facocheros (javali africano) e algumas frintambas (gazelas).
Por vezes lá se desencantava algum leitão adquirido em Galomaro ou no Mercado de Bafatá.
Os galináceos, esses existiam com maior intensidade e eram petisco habitual, sendo consumidos ao nível de abrigo.
Existiam também araras, jagudis (abutres) e até, vejam lá segundo a classificação do "biólogo" Ricardo Lemos, peneireiros de dorso malhado que é, como quem diz, falco tinnunculus.

sábado, 11 de dezembro de 2010

P207: FELIZ NATAL






Voxcards Scraps

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

P206: A NOSSA ALIMENTAÇÃO

Mais um lote de excelentes imagens disponibilizadas pelo Lemos, hoje versando a nossa paparoca.
Começamos pela simples recolha de lenha, comburente necessário à elaboração da suculenta sopinha que teve a supervisão do Lemos, o olhar atento do Carneiro Azevedo e a prova de um autóctone. Segue-se depois a distribuição dessa mesma sopa pelas terrinas, não faltando a saborosa salsicha e bacon. Esta operação é testemunhada (da esquerda para a direita) pelo Aníbal Barros, elemento não identificado, novamente a marcação à zona por parte do Carneiro Azevedo, Lemos, Chefe Patão e Euclides.
No refeitório com ventoinha (que luxo) as mesas já estão perfiladas para suportar tanta terrina. Entre refeições serve de casino para mais uma suecada.
Ao lado, na messe de Oficiais e Sargentos, o Lemos delicia-se com a sopinha do Patão e na última imagem poderemos ver os dois frigoríficos que tão benéficos nos foram principalmente para refrescarem aquelas colas fresquinhas que sofregamente bebiamos sempre que chegávamos de alguma operação. Ah, e trabalhavam a petróleo o que sempre me fez uma espécie tremenda: o calor gerar frio.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

P205: IMPRESSIONANTE


Não pára de nos surpreender este Ricardo Lemos. Reparem na foto tirada há 40 anos e que pela sua execução no décimo de segundo exacto obteria um primeiro lugar em qualquer certame fotográfico.
Representa a resposta a uma das várias flagelações por nós sofridas, com o lançamento dum projéctil através do Lança-Granadas Foguete 8,9 cm, vulgarmente conhecido por Bazooca.
Clicando sobre a imagem terão possibilidade de desfrutar melhor visão. Impressionante. Quem seria o atirador?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

P204: OS NOSSOS DEZEMBROS

10-Dez-70 / Op. "BRAVO GUERREIRO"
14-Dez-70 / Op. "DIAMANTE INDIANO"
15-Dez-70 / Levantadas 6 minas A/P em Padada
16-Dez-70 / Deslocação em viatura até Padada para recolha de força pára-quedista
21-Dez-70 / Op. "ATIRADOR FANTASMA"
26-Dez-70 / Op. "INDIANOS NATIVOS"
28-Dez-70 / Op. "PATRULHAS ÚNICAS"

10-Dez-71 / Op. "ENTUSIASMO JOVEM"
28-Dez-71 / Op. "BANANA GIGANTE"
30-Dez-71 / Op. "ARMADILHA FAMOSA"

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

P203: ROSTOS MASCULINOS DE DULOMBI

Mais uma excelente compilação de fotos a cores (as a preto e branco pertencem ao meu espólio) hoje versando o tema: Rostos masculinos.

Foto 1 - Homem sentado utilizando o rabo de gazela como "espanta-moscas".
Foto 2 - Homem comendo directamente do próprio tacho que mais não será que uma lata de chouriço anteriormente utilizada na nossa cozinha.
Foto 3 - Parece-me, pela indumentária, o "pároco" de Dulombi. Como se recordarão existia uma mesquita, pelo que provavelmente será o imã da Mesquita.
Foto 4 - Homem transportando bicicleta empanada ao longo da bolanha. Aqui os papeis invertem-se; em vez de ser a bicicleta a transportar o indivíduo, verifica-se o contrário.
Foto 5 - Jovens transportando baldes à cabeça, encontrando-se o Lemos em primeiro plano.
Foto 6 - Jovem de túnica branca e com uma espécie de guizo, preparado para a circuncisão.
Foto 7 - Artesão elaborando colheres de pau.
Foto 8 e 9 - Ferreiro que elaborava catanas e presumo que uns machados ornamentais como poderão ver no Post 108.
Foto 9a - Que puto tudo janota. Apostava que aquela camisa e aqueles calções terão pertencido a qualquer um de nós. Nós chamáva-mo-lo "Está lá", por conseguinte, o nome dele, verdadeiro, andaria muito perto desta sonoridade.
Foto 9b - Festa do Fanado?
Foto 9c - Homens grandes de Dulombi juntamente com elementos do PAIGC (foto do António Morais)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

P202: UMA AVENTURA


SINOPSE - Nesta obra, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães relatam-nos a aventura de cinco jovens que na flor da idade, nos finais da década de sessenta, decidem ir viver para um casarão assombrado, cheio de armamento, em Abrantes. Insatisfeitos por se encontrarem confinados a grandes muros, nos inícios dos anos 70, mudam-se para amplos espaços campesinos, em Santa Margarida, onde chegam a cruzar-se com Chaimites e Panzers. Também aqui não se sentem realizados pelo que em Abril de 70 aproveitando um velho barco que habitualmente fazia transporte de gado entre a metrópole e as ilhas açorianas, zarpam até à Guiné na busca de emoções fortes. Aqui, de arma na mão, espalham o terror por onde passam.
Decorridos 23 meses decidem regressar à terra-mãe e desfazem o quinteto divergindo cada qual para diferentes sítios do país, desde o Entroncamento a Canas de Senhorim passando, mesmo, pela Madalena ou pela Capital.
Passados 38 anos de separação decidem reagrupar-se e instalam o terror num restaurante de Sintra.
Este livro é leitura indispensável!!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

P201: OUTROS ROSTOS DE DULOMBI

Antes de mais, estou a cometer uma incorrecção pois não pedi aos visados e ao autor da foto autorização para a sua publicação mas ao visioná-la no Facebook logo me ocorreu colocá-la aqui.
São dois rostos, também estes, marcados por uma sólida amizade alicerçada através dos tempos e com um denominador comum - Dulombi.
No dia em que a foto foi tirada (14/11) o Ramos fazia 62 primaveras.
Nesta foto eu vejo que as sementes lançadas pelo Ramos e pelo Marinho ao organizarem o 1.º Encontro da Companhia nos tempos idos de noventa geraram os seus frutos. Não fora o Ramos e o Marinho e provavelmente hoje andariamos todos tresmalhados sem nos lembrarmos a que Companhia tinhamos pertencido quando estivemos no então Ultramar português a defender o indefensável. Pela minha parte, Obrigado Ramos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

P200: ROSTOS FEMININOS DE DULOMBI

Estes eram alguns dos rostos que repartiam um sorriso quando connosco se cruzavam por qualquer vereda de Dulombi.
Sinceramente, de todas as bajudas que aqui podemos recordar só me lembro da Adam. O Lemos já identificou a Ojuma (sua lavadeira à qual ofereceu o soutien que se vê na imagem), a Azata e a Sira Uri. Quem nos poderá ajudar a identificar as restantes?
Quantas ainda estarão vivas?


Mais uma vez os meus agradecimentos ao Ricardo Lemos por me ter disponibilizado estas fotos, a cores, o que era uma preciosidade para a época em que foram obtidas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

P199: OS NOSSOS NOVEMBROS

03-Nov-70 / Op. "JANTARADA ONDEANTE"
11-Nov-70 / Op. "MANHÃ RADIOSA"
25-Nov-70 / Op. "MENINOS RICOS"
26-Nov-70 / Op. "DRAGÃO INFERNAL"

05-Nov-71 / Op. "DRAGÃO INDIANO"
10-Nov-71 / Termina o reforço de um Grupo de Combate em Galomaro
12-Nov-71 / Op. "ALIANÇA FUTURA"
15-Nov-71 / Flagelação
16-Nov-71 / Op. "CAMINHO HÚMIDO". Juntamente com CCP 121 e C. Caç 2699
28-Nov-71 / Op. "ALDEÃO FORMOSO"

sábado, 30 de outubro de 2010

P198: MISSÃO COMPRIDA CUMPRIDA

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Após um quarteirão de dias de aventura, os nossos heróis chegaram a casa sãos e salvos terminando da melhor forma a "Missão Dulombi".
É caso para dizer: "Obrigado Opel Astra".
Desta meritória expedição teremos, certamente, um exaustivo relato aquando do nosso próximo encontro a realizar, em finais de Abril 2011, em Alferrarede.
O Gil e o Ricardo estão duplamente de parabéns. Por um lado, por terem conseguido concretizar o seu sonho de tornarem mais felizes as crianças de Dulombi; por outro lado, o terem conseguido aquilo que qualquer um de nós pensaria inimaginável: conseguirem levar uma carrinha, de uso citadino, desde Vila do Conde a Galomaro (e Dulombi ali tão perto...).
Depois disto tudo, quem acusará esta malta de "geração rasca"? Os nossos governantes é que os colocam "à rasca".
Gil (como deve estar orgulhoso e feliz o Pai Ramos) e Ricardo, permitam que a 2700 tenha orgulho em Vós.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

P197: ADAM - MÃE DO MUSSA


No Post 195, dedicado ao Mussa, referi que o mesmo era filho do Chefe de Tabanca e da Adam, moça que se distinguia, no escasso universo feminino dulombiano, por ter alguma beleza (seria esta a razão por ter ser sido escolhida para sua esposa pelo Chefe de Tabanca? É que a diferença etária era considerável). A Adam era, também, a lavadeira de alguns dos nossso militares, nos quais me incluo. Depois de ver a sua foto (mais uma vez enviada pelo incansável Lemos ao qual agradeço) fiquei com pena de não ter pedido ao Gil da "Missão Dulombi" que tentasse saber algo dela, o que seria fácil já que esteve com o seu filho Mussa.
Como a expedição do Gil e Ricardo está a gerar dentro da família 2700 um rememoriar de sensações, estou convicto que, em breve, algum de nós rumará até aquelas terras, pelo que desde já ficarão incumbidos de proceder à missão "Á procura de Adam - Uma Aventura na Bolanha".

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

P196: "MISSÃO DULOMBI" E AGORA COMO VAI SER?

Tenho estado a seguir com alguma atenção e curiosidade distantes o desenrolar desta viagem. Esperava nada…absolutamente nada. Estava só a ver.
Até que chegaram fotografias de Dulombi. Todo o meu ser abanou. Aquela do troço da picada entre Galomaro e Dulombi inquietou a minha alma.
As dos monumentos aos mortos arrepiaram todo o meu ser. Então a que tem a bandeira aos ombros com a sugestão de que representa o nosso suor e o nosso sangue transportou-me para lá.
Lembrei-me que não respeitávamos muito a pátria mesmo que consubstanciada na bandeira. Ela (pátria) não era respeitadora e portanto nunca se conseguiu fazer respeitar.

Mas, mesmo assim, as lágrimas espreitaram, e soube-me bem deixá-las correr pela cara abaixo, primeiro devagar e silenciosamente e depois convulsivamente num choro descontrolado.
Durante algum tempo dei largas à descarga de tensões durante tantos anos reprimidas: às das memórias do sofrimento, das da dor, da raiva, da impotência, do ódio, do medo, da cobardia. È verdade, só lutei porque não tive coragem para o não fazer, para permanecer e dizer não.
Quando regressei no fim da minha comissão fiz a mim mesmo a promessa solene de nunca mais lá voltar.
Penso que chegou a hora de a quebrar.
Devo ir lá tentar enterrar os fantasmas dessas memórias que tanto me têm atormentado não permitindo que o meu espírito tenha quietude, tenha paz.

António Barros,
Ex-alferes miliciano da CCAÇ 2700

terça-feira, 19 de outubro de 2010

P195: LEMBRAM-SE DO MUSSA?

O Mussa era um puto com 2/3 anos, filho do Chefe de Tabanca e da Adam (será a grafia correcta?) ternurento a quem em determinada altura coloquei água oxigenada no cabelo do que resultou a criança mais linda que havia em Dulombi (pena as fotos serem a preto e branco).



Quando soube que o Gil ia a Dulombi nesta expedição tão meritória, contactei-o de forma a indagar se o Mussa ainda estaria por lá. A missão foi bem sucedida pois embora o Mussa neste momento se encontre a viver em Galomaro, o mesmo incorporou-se na ida a Dulombi e para memória ficam as fotos tiradas neste local. Não sei que recordações, o Mussa, retem da minha pessoa, mas dizer ao Gil que "não hei-de morrer sem ver o alferes Barata" emociona.