domingo, 29 de outubro de 2017
670: AGRADÁVEL SURPRESA - A FILHA DO NOSSO "REGUILA" NO PROGRAMA DA RTP "COSIDO Á MÃO"
É isto que dá sentido à vida.
No Post anterior algo que nos deixou profundamente tristes; este, a todos alegrará.
Está a decorrer, na RTP1, aos sábados, um programa intitulado "Cosido à Mão", em que os participantes apresentam os seus dotes na agulha e no dedal.
Entre os concorrentes encontra-se a Carla Costa que é filha do nosso saudoso camarada, Joaquim Azevedo Costa, por todos conhecido como o "Reguila".
Nesta primeira prova (haverá 3) a Carla ficou num honroso 2.º lugar pelo que já antevemos brilhantes prestações em programas posteriores.
Anexo link através do qual poderão visionar a sua prestação: http://www.rtp.pt/play/p4005/e312767/cosido-a-mao
E, a partir de agora, todos a apoiar a "nossa Reguilita".
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
P669: FALECIMENTO DO JOÃO FONSECA COSTA
Acabo de telefonar para o Hospital de Santarém, para me inteirar do estado de saúde do Costa, e levo um murro no estômago.
O Costa tinha falecido no dia 24.
Tive o privilégio de ele pertencer ao meu pelotão e pude constatar o seu valor humano.
Nunca regateando esforços em qualquer actividade que lhe fosse incumbida tinha paralelamente o condão, quando nos encontrávamos no dia a dia no quartel de contar as suas "histórias" que nos prendiam sem darmos por o tempo passar.
Por tudo que deste à 2700 e particularmente ao 2.º Pelotão o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.
Descansa em paz. Foste um exemplo de abnegação perante o infortúnio que te bateu à porta nestes últimos 3/4 anos.
O Costa tinha falecido no dia 24.
Tive o privilégio de ele pertencer ao meu pelotão e pude constatar o seu valor humano.
Nunca regateando esforços em qualquer actividade que lhe fosse incumbida tinha paralelamente o condão, quando nos encontrávamos no dia a dia no quartel de contar as suas "histórias" que nos prendiam sem darmos por o tempo passar.
Por tudo que deste à 2700 e particularmente ao 2.º Pelotão o nosso reconhecimento e a nossa gratidão.
Descansa em paz. Foste um exemplo de abnegação perante o infortúnio que te bateu à porta nestes últimos 3/4 anos.
domingo, 22 de outubro de 2017
P668: ROTEIROS (VIII)
Aproveitando as férias do nosso camarada Evaristo Borges, a viver em Saint-Étienne, França, combinámos um
encontro no Restaurante “Churrascaria da Maia” para colocar em dia as notícias
da “2700”.
O Evaristo Borges foi 1.º cabo
escriturário da nossa Companhia, trabalhando com o ex-1.º sargento Panoias
durante toda a Comissão, em Dulombi, tendo-se salientado pela sua queda
para o negócio, tendo construído o café “Borges” frequentado por muitos
elementos da Companhia.
Saint-Étienne é uma cidade francesa
que fica a cerca de 62 km da 2.ª maior cidade de França: Lyon.
O Restaurante “Churrascaria da
Maia” é famoso pelas suas entradas variadas de qualidade superior, não faltando
o “champanhe” com o qual brindámos pelos presentes e por todos os camaradas da
Companhia 2700.
Seguiu-se um delicioso misto de
carnes, especialidade da casa, acompanhado por um “néctar” alentejano.
E pronto, estava o ambiente
preparado para a nossa entrevista…
E o diálogo iniciou-se com umas
perguntas previamente estudadas:
Lemos:
Quais as melhores lembranças que tiveste da Companhia 2700?
Borges:
As melhores lembranças foram que passei um tempo feliz por encontrar bons
camaradas e um Capitão que me ajudou muito.
Lemos:
E de Dulombi, especificamente?
Borges:
O que me marcou mais foi o ciclone que assolou Dulombi e que destruiu as
casernas, causando muita destruição e até mortes, levando-nos novamente para os
abrigos antigos. Além disso, também me marcou a destruição do meu café, que
todos chamavam “Café Borges” que, não sendo destruido pelo ciclone, foi
consumido pelo fogo, quase no fim da nossa Missão, pois alguém lhe chegou fogo
simultanemente nos 4 cantos do “café”. Mas isso já passou. Pena foi que já
tinha o negócio do trespasse quase concluido para um camarada da Companhia que
nos foi render!
Lemos:
Tens ido regularmente aos nossos convívios anuais?
Borges:
Segundo me lembro, já participei 3 vezes nos Convívios Anuais, desde que o
Lemos “me descobriu” aquando das suas “Relíquias Fotográficas” com a ajuda do
ex-alferes Barata. Como vivo em França, só posso ir quando os Convívios
coincidem com as minhas férias. O ano passado não pude participar devido a uma
operação aos olhos que a minha esposa efectuou nessa altura.
Lemos:
Então, como vai a saúde?
Borges:
Graças a Deus, vai bem.
Lemos:
Continuas no activo?
Borges:
Agora já não me encontro no activo.
Lemos:
E quais os teus hobbies?
Borges:
Passear, vir a Portugal cerca de 3 meses por ano…e manutenções/obras da casa.
Lemos:
Costumas consultar o nosso blogue?
Borges:
Não tenho computador.
Lemos:
Uma mensagem para a 2700.
Borges:
Para os camaradas da 2700 muita saúde e felicidades para todos, incluindo os
familiares.
![]() |
| Evaristo Borges |
![]() |
| A foto da praxe |
![]() |
| D. Conceição Borges e Lurdes Lemos, no convívio |
Deixamos aqui os votos de uma boa saúde e uma
viagem calma até Saint-Étienne.
Até breve.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
P667: ELEMENTOS DA COMPANHIA POR DISTRITO
Anexo mapa, de autoria do Ricardo Lemos (quem haveria de ser), com a implantação dos elementos da nossa Companhia, por distrito.
Atendendo à forte incidência de elementos residentes nos Distritos de Braga e Porto sou levado a concluir que faria todo o sentido o nosso próximo encontro realizar-se nesta região.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
P666: OUTUBRO - ANIVERSÁRIOS
1 - Cândido Vila Franca5 - Augusto Rosa
5 - Manuel Ravasco
9 - Adriano Silva "Arouca"
9 - José Cruz
10 - Francisco Ribeiro
13 - Abílio Pontes

17 - Armindo Sousa
19 - Luís Alves
27 - Manuel Ventura
28 - Cândido Nunes
28 - José Maria Terraço
29 - Manuel Brunheta
30 - Adelino Leitão da Silva
30 - Serafim Silva
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
P665: BRILHANTE TESTEMUNHO DO RICARDO LEMOS
SAUDADES
Hoje acordei com
saudades das visitas que fiz durante alguns anos e das lembranças de ter
percorrido Portugal de Norte a Sul à procura de camaradas da Companhia de
Caçadores 2700, cujos paradeiros não eram conhecidos na altura. A lista
primitiva estava muito incompleta e não actualizada e surgiu a vontade e o
tempo de participar na elaboração de um documento mais actualizado.
Tudo começou em Junho de 2011 com
uma visita do Evaristo Borges, emigrante em França, à minha residência, depois
de uma indicação dada pelo Barata sobre o seu paradeiro. Afinal éramos
fregueses da União de freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo. Começou
então, o trabalho sobre as Relíquias Fotográficas, uma recolha intensiva de
fotografias e histórias que cada um tinha no seu “baú” e colocando-as todas no
nosso site oficial. E esse trabalho prolongou-se até Janeiro de 2015!
Mas hoje acordei com saudades, com
um sentimento de mágoa e nostalgia, causado pelo desaparecimento de alguns
desses camaradas que visitei.
Mas hoje acordei com saudades…o meu
amigo se foi para sempre. No seu lugar ficaram estas saudades eternas, que
eternamente serão sentidas com muita tristeza.
Mas hoje acordei com saudades…porque
a saudade existe não porque estamos longe, mas porque um dia estivemos juntos.
Mas hoje acordei com saudades…na
minha casa da memória, que é uma cabana pequenina a um canto do coração.
Então, vou “matar as saudades”
percorrendo a:
E a 1.ª rua da saudade chamou-se
Nossa Senhora de Fátima, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-soldado atirador
do 1.º pelotão Fernando da Costa Ramos. Almoçámos num restaurante em Vila do
Conde. Passeámos pelas ruas da cidade…Até as danças de salão partilhámos, pois
o Ramos gostava desta actividade. Mas a doença chegou e o Ramos partiu…e os
sinos tocam de um modo muito diferente do normal quando um amigo morre!
Eternas saudades, Ramos…
E a 2.ª rua da saudade chamou-se Rua
S. Cipriano, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-soldado atirador do 4.º
pelotão José da Silva Ribeiro, acompanhado pelo Rodrigues condutor para os
lados de Tabuadelo.
O José Ribeiro já na altura andava
bastante doente, com AVC múltiplos desde 2002, chegando ao ponto de ter de
amputar a perna esquerda.
A notícia do seu falecimento chegou
através do camarada Rodrigues e, mais uma vez, a saudade bateu à minha porta.
Ainda há pouco tempo lá tinha estado!
Eternas saudades, José…
E a 3.ª rua da saudade chamou-se Rua
Guardão, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-soldado atirador do 1.º pelotão
David Coelho Jorge, e ajudante dos mecânicos da Companhia.
Com a sua simplicidade me acolheu na
sua casa, na companhia da sua simpática esposa, Lembro-me perfeitamente de
subirmos uma pequena rua para lhe oferecer o cafezinho da manhã. Nessa altura
notei que o meu amigo David ficou muito ofegante apenas pela distância
percorrida desde a sua residência até ao café mais próximo. O David
confessou-me, então, que era do tabaco, pois fumava muito.
Na altura do seu aniversário
telefonei-lhe. Atendeu-me a esposa, pesarosa, pois já não lhe podia dar os
parabéns…tinha falecido há dias! O meu coração ficou triste, o David tinha
partido…
Eternas saudades, David…
E a 4.ª rua da saudade chamou-se Rua
de Mosteiros, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-alferes atirador do 1.º
pelotão Carlos Manuel da Silva Tavares Correia e, aos 65 anos de idade,
Tenente-coronel do Exército.
Recebeu-me, afectuosamente na sua
residência no Entroncamento. Teve a gentileza de, pessoalmente, na sua típica
sala rústica, nos cozinhar um delicioso cozido à portuguesa. Foi uma tarde
maravilhosa e, no nosso regresso ainda nos ofereceu umas garrafas de bom vinho
da sua colheita e ainda umas garrafinhas de jeropiga.
Algum tempo depois, as notícias da sua
débil saúde foram chegando através do camarada Timóteo. E lá chegou o triste
dia da notícia do seu falecimento. O meu coração tornou a ficar triste…
Eternas saudades, Carlos…
E a 5.ª rua da saudade chamou-se Rua de
Carral, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-1.º cabo estofador-correeiro,
pertencente aos quadros da CCS de Galomaro, Adriano Martins Ferreira.
Aquando da minha visita aos meus
camaradas de Lourosa e Paços de Ferreira, fui presenteado pela cativante
cordialidade do camarada Adriano, tendo a honra de ser recebido à porta do
restaurante S. Domingos, em Carvalhosa, e ser presenteado com um lauto almoço,
na companhia de sua esposa, filhos, genros e netos.
Na altura, o Adriano andava bem de
saúde, apesar de já ter efectudo uma intervenção cirúrgica ao coração.
Eternas saudades, Adriano…
E a 6.ª rua da saudade chamou-se Rua
da Quelha, quando fiz uma visita ao meu amigo ex-1.º cabo enfermeiro, José
Porfírio Gaspar.
Nas férias de Agosto de 2016, a
convite do Gaspar, fomos até Unhais da Serra tendo sidos recebidos gentilmente
pelo Gaspar e pela sua esposa D. Amália. Visitámos o “Café Gaspar”, situado à
berma da Estrada Nacional, que recentemente tinha sido trespassado e, segundo o
Gaspar, estava na hora de gozar a reforma e assim ter a possibilidade de dar
uns passeios por terras mais distantes.
Almoçámos no famoso restaurante “As Thermas” e
passeámos por Unhais da Serra.
Agora sei que o Gaspar já devia estar
doente, mas ninguém sabia…
A triste notícia chegou pelo Barata:
“Lemos, faleceu o Gaspar devido a uma
septicemia”.
Duas semanas antes
do seu falecimento o Gaspar tinha-me telefonado a dar o seu novo e-mail, para
contactos futuros! Tudo muito rápido…
Desta vez o meu coração tremeu e entristeceu-se
de saudades…mais um amigo tinha partido de repente, depois de promessas de
visitas recíprocas!
Eternas saudades, Gaspar…
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
P664: ROTEIROS (VII)
Cá estamos novamente com o tema
“Roteiros”.
Aproveitando as férias e um passeio
pelo Norte do país, passámos por cidades e vilas lindíssimas e aproveitámos
para cumprimentar/visitar mais uma vez o camarada Domingos Pires da “nossa”
Companhia.
O Domingos Pires embarcou no Carvalho Araújo no dia 25 de Novembro de
1970 e chegou à Guiné (Bissau) a 4 de Dezembro. Depois seguiu rumo a Dulombi,
ainda antes do Natal de 1970, tendo rendido o Franco.
O Pires abandonou Dulombi em Novembro de 1971 e integrou-se novamente
no Batalhão de Engenharia 447
a que pertencia, com sede em Bissau, onde ficou a
completar a comissão, tendo regressado à Metrópole no dia 4 de Janeiro de 1973.
Manhã cedo rumámos a Sendim, vila
portuguesa do Concelho de Miranda do Douro. Devido à reorganização
administrativa de 2012/2013, agora é denominada União das freguesias de Sendim
e Atenor. Aqui se fala o mirandês. A freguesia está inserida na zona do Parque Natural
do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. A 6 km passa o Rio
Douro, onde se proporcionam vistas magníficas. Pode-se encontrar junto ao rio
um cais fluvial. Nesta zona aproveitámos para fazer várias pescarias, sendo as
carpas a espécie mais abundante. A sorte não foi muita, mas tivemos a
informação que o peixe andava “arredio” e com pouca vontade de comer. Contudo,
ainda deu para “matar” o vício.
Instalámo-nos no Hotel Encontro, já
habitual nestes passeios, e aqui ficámos por uma semana. Ainda deu tempo para
uns passeios por Espanha, incluindo Zamora e atestar o depósito de gasóleo a
0,89 euros!
Sala de jantar do Hotel Encontro
Fomos
visitar o Domingos Pires no seu local de trabalho.
A entrada do armazém de materiais de construção dos
irmãos Pires
E
o diálogo iniciou-se com umas perguntas previamente estudadas:
Lemos:
Quais as melhores lembranças que tiveste da Companhia 2700?
Pires:
As melhores lembranças foram a convivência e a amizade entre os camaradas.
Lemos:
E de Dulombi, especificamente?
Pires:
Lembro-me perfeitamente quando fomos atacados pelas célebres “costureirinhas””. Estava eu e o
falecido Ramos em cima de um posto de sentinela a carregar a placa, posto este
localizado junto à caserna dos Comandos e logo nos “atirámos” para a vala ou
trincheira – que estava repleta de água – e, agachados, dirigimo-nos ao abrigo
para buscar as nossas G3. Mas não chegámos a disparar. O camarada “Russo” logo
mandou uma série de morteiradas “mortíferas” para o “inimigo” que, segundo sei,
tinha muito receio deste “Russo” e até ouvi dizer que tinha a cabeça a
“prémio”!
Lemos:
Tens ido regularmente aos nossos convívios anuais?
Pires:
Segundo me lembro, já participei em 8 convívios. Não fui este ano por estar
doente.
Lemos:
Então, como vai a saúde?
Pires:
Pois a “zona”, doença infecciosa causada pelo vírus da varicela e caracterizada por inflamação dolorosa da pele e erupções
vesiculares localizadas, atacou-me, não me permitindo sair de Sendim.
Felizmente, parece que já estou curado.
Lemos:
Continuas no activo?
Pires:
Claro, sou empresário e não posso abandonar o trabalho.
Lemos:
E quais os teus hobbies?
Pires:
Ao fim de semana tenho as minhas propriedades para tratar, como os campos, as vinhas, as oliveiras (tenho 500 pés),
etc.
Lemos:
Costumas consultar o nosso blogue?
Pires:
Apesar de estar numa secretária e com computador, é raro “visitar” o site,
muitas das vezes pelo muito trabalho que
tenho a atender os clientes.
Lemos:
Uma mensagem para a 2700.
Pires:
Para os camaradas da 2700 muita saúde e felicidades para todos.
Domingos Pires no
escritório
A foto da praxe.
A visita não foi demorada, até porque o Pires tinha que atender os seus
clientes. Continuámos a conversar no dia seguinte e ainda deu tempo para nos
fazer oferta de meia dúzia de deliciosas melancias da região.
Deixamos aqui os votos de uma boa saúde.
Até breve
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
P663: SETEMBRO ANIVERSÁRIOS
8
- Eduardo Rosa Francisco
8 - Manuel Leitão Portugal
9 - Aníbal de Sousa Barros
10 - António Simões
12 -Alfredo Azevedo Pereira
13 - Domingos Lemos
14 - Carlos Oliveira Costa
15 - Manuel Parada
19 - Vítor Rodrigues
19 - António Barreira
24 - António Diogo
24 - João Baltazar Bilro
29 - Abílio Saraiva
30 - Helder Coelho
- Eduardo Rosa Francisco8 - Manuel Leitão Portugal
9 - Aníbal de Sousa Barros
10 - António Simões
12 -Alfredo Azevedo Pereira 13 - Domingos Lemos
14 - Carlos Oliveira Costa
15 - Manuel Parada
19 - Vítor Rodrigues
19 - António Barreira
24 - António Diogo
24 - João Baltazar Bilro
29 - Abílio Saraiva
30 - Helder Coelho
domingo, 13 de agosto de 2017
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