domingo, 27 de setembro de 2015

P587: DANIEL RODRIGUES - POR ANTÓNIO TAVARES (CCS)

Daniel Rodrigues fez parte da MISSÃO DULOMBI em 2013. 

  Fotografia publicada na página 28 da revista CAIS nº. 209.  
Tribo Awá Guajá da floresta amazónica.


 Parte da biografia de Daniel Rodrigues retirada da revista CAIS nº. 209, de SET.2015, pág. 31.

António Tavares
Foz do Douro, Sábado 26 de Setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

P586: PINTURAS NO AQUARTELAMENTO (I)

Devem estar recordados. Há tempos coloquei o Post 584 - PINTURAS NO AQUARTELAMENTO. Aqui foram apresentadas duas pinturas, encontradas pelo Gil, numa parede da caserna havendo, desde logo, o interesse em saber qual o autor das mesmas.

Sabendo que o Leandro Gonçalves tinha e tem uma certa inclinação para as artes (talvez, alguns, desconheçam, mas o crachat da nossa Companhia foi de sua autoria) perguntei-lhe se teria sido ele o autor das mesmas pinturas

Referiu-me que, a esta distância no tempo, não se recorda perfeitamente (recorda-se ter feito algumas pinturas nas paredes da caserna), mas pelo traço apresentado nestes desenhos por ele executados em Dulombi e que vos passo a apresentar estou plenamente convicto que as imagens recolhidas pelo Gil são de autoria do Leandro.









sábado, 12 de setembro de 2015

P585: OS NOSSOS EMIGRANTES

            O mês de Agosto é, por tradição, um mês em que os emigrantes portugueses visitam a sua terra natal. Actualmente, temos 17 camaradas emigrados em diversos países da Europa e Estados Unidos.
Neste contexto, tivemos a visita do nosso camarada Francisco Jorge Coutinho Pinheiro, pertencente ao 1.º pelotão, e a viver em Palm Coast, Flórida, Estados Unidos da América.
Chegado a Lisboa, em voo directo de Miami, viajou até Marco de Canaveses, onde tem família e um amigo da 2700 – o Alcino da Silva e Sousa.
Quando a oportunidade surgiu, encontrámo-nos na minha residência, em Santa Cruz do Bispo, para darmos aquele abraço e falarmos um pouco da vida actual, de Portugal, da Flórida e recordarmos alguns momentos vividos em Dulombi.

Francisco Pinheiro

Como não podia deixar de ser – já estava programado – seguimos depois para a cidade da Maia, para um almoço a quatro. O restaurante escolhido foi a Churrasqueira Portuguesa da Maia, muito conhecida por estas bandas.

O Pinheiro e a sua esposa, D. Odete, no interior do restaurante

Á mesa, a conversa foi ficando animada, enquanto saboreávamos os pitéus escolhidos, acompanhados por um verde branco da região do Alto Minho, servido bem fresquinho.
O Pinheiro, aproveitando a estadia na cidade da Maia, onde moram alguns dos seus familiares, seguiu a sua programação das visitas, confidenciando-me que também iria fazer uma visita ao Santuário de Fátima.
Agradeci a amabilidade da visita ao casal Pinheiro, recebendo o honroso convite de nos encontrarmos em Palm Coast, nos próximos tempos.

Situação geográfica de Palm Coast, local que fica perto da cidade de Orlando

A foto da praxe: Lemos e Pinheiro

O Pinheiro nunca participou nos almoços/convívios anuais da Companhia, pois vem poucas vezes a Portugal, e nunca coincidindo com os meses de Abril/Maio, altura em que realizamos os nossos Encontros.

Boa viagem de regresso ao Francisco Pinheiro e D. Odete, são os votos pessoais da família Lemos e, seguramente, da família Dulombiana.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

P584: PINTURAS NO AQUARTELAMENTO

Na última Missão realizada a Dulombi, o Gil Ramos descortinou numa parede do nosso aquartelamento as pinturas que abaixo reproduzo. Algum de vós se recorda quem foi o seu autor?

Obviamente não descartamos a possibilidade de as mesmas poderem terem sido executadas por algum elemento da C. Caç.3491ou da última Companhia que esteve em Dulombi.










quinta-feira, 3 de setembro de 2015

P583: EM SETEMBRO FAZEM ANOS

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixtbnEidcJv7d1xvpsp89A6rW9uPNX-hKJqI9PrVIiTkxsVjGN1DOtC2ejcAXw98i-FNt-UvVJZ7NYxLgmvYd-FhVdFZkUohaOidLNLuGjjSPV6894YkUSD7EYKzoY5Zz7bTs4hpFODW0/s1600/francisco.jpg8 - Eduardo Rosa Francisco



8 - Manuel Leitão Portugal










9 - Aníbal de Sousa Barros










10 - António Simões
 
12 -Alfredo Azevedo Pereira












13 - Domingos Lemos










 14 - Carlos Oliveira Costa
15 - Manuel Parada










19 - Vítor Rodrigues










19 - António Barreira










24 - António Diogo










24 - João Baltazar Bilro










29 - Abílio Saraiva










30 - Helder Coelho

sábado, 29 de agosto de 2015

P582: DULOMBI HOJE

Com a devida vénia ao Gil Ramos, divulgamos algumas fotos actuais de Dulombi (zona do aquartelamento)










Maior cobertura poderá ser consultada aqui:
https://www.facebook.com/missaodulombi.pt/photos/ms.c.eJw9zNERwCAIA9CNekEImv0Xq0XpF~;cuCUqPIDBhltSjzyGVE8eEec7lg20e27UZ9tEa7XH856x~;EW3VHvN618vZjuo7XxhOIEc~-.bps.a.963444903678336.1073741843.193263710696463/963444997011660/?type=1&theater  (CLICAR)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

P581: ROTEIROS (III)

VISITA AO JOSÉ PIRES

O José Magalhães Pires era um elemento do 3.º pelotão.
Mora em Ermesinde, distrito do Porto.
O Pires participou apenas num almoço-convívio realizado no dia 25 de Abril 1992, na cidade de Oliveira do Bairro, no restaurante “A Estância”.
Segundo o Pires, não lhe tem sido possível estar presente nos convívios anuais da Companhia, visto que, como feirante, trabalha ao Sábado, dia da semana em que quase todos os convívios têm sido realizados. Contudo, confidenciou-me que após a sua aposentação – está na idade de passar o negócio para os filhos – prevê estar presente “nas grandes festas anuais da Companhia Dulombiana”.

O José Pires na sua venda de frutas, na Feira de Custóias

O José Pires e a sua filha mais nova

Lemos e Pires

As brancas são a 1 Euro! Então, camaradas, compram ou não?

      Aspecto geral da bancada de venda do Pires, que se encontra no lado direito. A sua filha prepara-se para o futuro negócio…


VISITA AO SERAFIM CARNEIRO

Serafim Martins Marques Carneiro, ex-soldado atirador, integrou a Companhia em rendição individual, em Agosto de 1971.
Fez 67 anos no dia 3 de Junho de 2015.
Está internado na Fundação Lar Evangélico Português, desde Fevereiro de 2012, sita na rua D. Afonso Henriques, n.º 2767, em Águas Santas, freguesia do concelho da Maia, sendo a vila mais populosa do distrito do Porto e da Região Norte de Portugal.

 
Entrada principal do Lar de idosos da respectiva instituição

Fundado em 7 de Julho de 1948, o Lar Evangélico Português é o fruto da visão, do amor, da fé e determinação do Pastor Joaquim Eduardo Machado e de sua esposa Isénia Machado, apoiados, na altura, pela 3.ª Igreja Baptista do Porto, que ele próprio fundou e pastoreou.

Motivados por um profundo desejo de ajudar as inúmeras crianças e idosos desamparados pela crise do pós-guerra e, apesar dos seus limitados rendimentos, este casal com os seus seis filhos, começou por receber pessoas na sua própria casa que depressa se tornou pequena demais. Sem quaisquer garantias financeiras, dependendo apenas da sua fé e da generosidade de amigos e organizações solidárias com o seu Sonho, em Julho de 1948 este casal deixou a casa onde morava e, fundou o Lar Evangélico Português – actualmente sedeado em Águas Santas, na Maia.

A fundação LEP tem duas vertentes distintas: O Lar de crianças e jovens e o Lar de idosos.

Então, numa tarde de Sábado, dirigi-me ao dito Lar e, tocando à campainha do portão principal, entrei.
Logo encontrei o Serafim, sentado no corredor principal, à espera de ninguém…
Apresentei-me. Já não se lembrava de mim, e da visita que lhe tinha feito há aproximadamente 3 anos, na casa da sua irmã Gracinda, a viver em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia.
Ofereci-lhe um maço de cigarros. Imediatamente dirigiu-se para o exterior para “matar” o desejo de um cigarrito, enquanto eu, aproveitando o momento da sua ausência temporária, falei com o enfermeiro que o tem acompanhado na sua estadia no Lar. O seu quadro clínico e a sua doença estão relacionados com um certo tipo de esquizofrenia. Mantêm medicação diária.

 
Serafim Carneiro

Então, o Serafim Carneiro, foi-me confidenciando: 
“O meu pai, Humberto Marques Carneiro e a minha mãe, Laura Martins, exerciam a profissão de antiquários e tinham um estabelecimento na Praça do Almada, centro cívico da cidade da Póvoa de Varzim, logo localizada no Centro da cidade, contendo a escultura que homenageia o escritor Eça de Queiroz, que ali nasceu.
Deixei a casa dos meus pais aos 12 anos e fui para Paris. Fui considerado desertor e ao apresentar-me na Embaixada portuguesa em Paris, vim para Portugal quase sob prisão. Foi em Paris que comecei a ser conhecido por «Frits», talvez por ter uma estatura considerável e ter exercido a profissão de cozinheiro.
Chegado a Portugal, fui para o Quartel da Amadora, onde fiquei sob prisão. Como a minha família tinha uma certa posição e conhecimentos – importante para a altura – vim para Coimbra tirar a especialidade de enfermeiro, no Regimento de Serviços de Saúde e fui mobilizado para Angola, como 1.º cabo.
Iniciei a 1.ª Comissão no Ultramar, na cidade de Nova Lisboa, hoje denominada Huambo. Estive lá 2 meses e 17 dias. Num certo dia, apareceram por lá uns oficiais, nomeadamente um Senhor Capitão (Fernandes), e um senhor Tenente (Almeida), que começaram a mandar umas «bocas» e então, mandei-os para o hospital, o primeiro com um braço partido e o segundo sem uns dentes…
Nessa altura era ajudante do Dr. Vítor Veloso, médico.
Nota do autor: segundo me disse o Serafim Carneiro, este médico ainda exerce a profissão no Hospital de Santo António, no Porto, e tem consultório na Boavista. Realmente existe a Clínica Dr. Vítor Veloso especializada em Oncologia e Cirurgia Geral, no Porto. Contudo, o Serafim deve estar confundido já que o Dr. Veloso, como médico miliciano, provavelmente, só terá feito uma comissão de serviço e esta, na Guiné.
 Então estive preso durante algumas semanas.
 Fui castigado com uma 2.ª Comissão e enviado para a Guiné, como soldado-atirador. Fui integrado num pelotão denominado "Os Cobras" pertencente à Companhia 127, integrada no batalhão 1322 ou 1324 (Referências dadas pelo Serafim, que podem não ser as correctas. O Serafim tem no seu braço esquerdo uma tatuagem com a inscrição: Guiné 1970/72 e o desenho de uma cobra).
Estive em Bissau pouco tempo. Depois fui destacado para Galomaro, Cancolim, Saltinho e Dulombi.
Lembro-me de alguns nomes desse tempo de tropa: alferes Costa, alferes Pereira, Major Mendes, Major Teles, Capitão Fernandes, soldado Franklin de Vila do Conde, soldado Pandaio, entre outros.”

                  O nosso “gigante” Serafim. 
Não admira que tenha mandado para o hospital dois oficiais….

A foto da praxe: o “gigante” Serafim e o Lemos

Segundo me confidenciou o Serafim, o seu internamento iniciou-se quando perfez 57 anos de idade, e foi preparado pela sua irmã Gracinda. A sua 1.ª instituição de internamento foi fechada pela Segurança Social, devido às más condições que oferecia aos utentes. Em Fevereiro de 2012 instalou-se no Lar Evangélico Português na secção dos idosos.
O Serafim tem três filhos da 1.ª mulher e uma filha da 2.ª mulher. Nenhum dos filhos o vem visitar, segundo me disse. Apenas a sua irmã Gracinda o visita regularmente e o leva a passar uns fins-de-semana em Vila Nova de Gaia.
O Lar de idosos oferece actividades aos internados que, no momento, são 49. O Serafim participa em algumas dessas actividades, nomeadamente:
- Ginástica
- Jogos de cartas, dominó, bingo, etc.
- Trabalhos manuais
- Passeios regulares a localidades
- Praia (actividade realizada da parte da manhã).

Terminada a visita, o Serafim ficou ao portão da Instituição a ver-me partir, depois de termos ido tomar um cafezinho à confeitaria da sua preferência, ficando a promessa de uma próxima visita.
Grande abraço, Serafim.


(Obs.: O Serafim nunca compareceu aos convívios da Companhia 2700, contudo, não está impossibilitado de participar. Apenas necessita que alguém se responsabilize perante a Instituição, de o ir buscar a Águas Santas e o trazer de novo para o Lar. É calmo, amigo, afável e gosta de conviver).

                                                       
VISITA AO TEODORO DA CRUZ ABREU

O Teodoro Abreu era um elemento do 2.º pelotão, tendo sido depois destacado para a equipa de reordenamento.
Mora na cidade de Vila Nova de Gaia, na freguesia de Mafamude.
O Teodoro participou até à data, em quatro convívios da Companhia. O primeiro Convívio em que participou foi em Abril de 1997, no Quartel de Abrantes. Depois esteve presente no Convívio realizado em 23/04/2005, na Quinta dos Choupos, na cidade de Gondomar. Também esteve presente no Convívio realizado em Braga, na Quinta das Rosas no ano de 2007. Por fim, participou no 1.º Convívio realizado em Fátima, na Casa Beato Nunes, no dia 27/04/2008. 

Teodoro Abreu

O Teodoro continua a gozar a sua reforma.
Á mesa de uma esplanada do Corte Inglês, em Mafamude, conversamos sobre a vida e relembramos os tempos de Dulombi, revendo algumas fotos que levei, enquanto saboreávamos um cafezinho.

Mensagem do Teodoro para a Companhia 2700:
“Cumprimentos para todos os amigos da 2700, em particular para o ex-alferes Barata, o nosso Capitão Carlos Gomes, agora Coronel, e os camaradas de reordenamento com quem trabalhei, nomeadamente, Armindo Ramos, António Francisco Almeida, e o ex-furriel Maurício.
Não tenho tido oportunidade de estar presente nos últimos Encontros/Convívios, contudo haverão outras oportunidades”.

A foto da praxe: Teodoro e Lemos



Outros afazeres me esperavam. Despedimo-nos com um abraço e a promessa de nos encontrarmos mais vezes, já que moramos relativamente perto.

                                                                                               Ricardo Lemos