terça-feira, 16 de agosto de 2011

P246: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO JOSÉ MAGALHÃES PIRES

            José Magalhães Pires, ex-atirador, pertencente ao 3.º pelotão, sob o comando do alferes Ravasco, mora actualmente em Ermesinde.
            Exerce a profissão de feirante, na área dos produtos frutíferos e leguminosas, realizando o seu trabalho na feira de Custóias e Senhora da Hora, em Matosinhos, que se realizam aos Sábados, e também na feira de Ermesinde e na feira de Pedrouços, Maia. É pai de 6 filhos e avô de 7 netos.
            Não tem podido ir aos convívios (só participou em um), devido ao seu trabalho.

Continuamos com o tema proposto no Post 240 e esperamos que a continuidade seja duradoira. O José Pires gentilmente cedeu algumas das suas “relíquias fotográficas”.

Um abraço do José Pires para todos os Dulombianos.
O Pires, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 26 de Maio de 2011.


E, já agora, vão umas uvinhas?


Desembarque da Companhia 2700, no cais de Bissau


O Magalhães Pires, juntamente com outros camaradas da 2700, trabalhou uma porção de terreno em Dulombi. Lá colocou uma bananeira que, passado pouco tempo, deu os seus frutos, conforme se pode ver pela imagem acima.


Bajuda de Dulombi.


Carnaval em Dulombi
Da esquerda para a direita: Alcino Leite, Firmino Correia da Rocha, José Luís Monteiro vestido à Dulombiana, na quinta posição, o José Orlando Vicente e na sexta o Pires


Bailarico de Carnaval

A picada Dulombi-Galomaro na época das chuvas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

P245: 10 de AGOSTO 1970 - DIA NEGRO PARA A COMPANHIA

Perfaz, hoje, precisamente, 41 anos que a nossa Companhia viveu um dos dias mais negros da sua história.
Como estarão recordados uma coluna auto-transportada accionou uma mina anticarro perto do Jifim, tendo resultado a morte do Carrasqueira e de 4 milícias. Nesta data curvemo-nos respeitando as suas memórias.

Segue-se um Post, elaborado pelo Ricardo Lemos, através do qual, também este, pretende homenagear os nossos Homens.

OPERAÇÃO "LIGEIROS QUADROS"
Aconteceu no dia 10 de Agosto de 1970, numa patrulha à região de Jifim, na operação designada por “Ligeiros Quadros”. Próximo daquele local foi accionada uma mina anticarro, pelo rodado traseiro de um Unimog 404, por volta das 8H15min, resultando a morte do 1.º Cabo António Carrasqueira e mais 4 milícias, além de vários feridos. Foi o primeiro momento negro vivido pela nossa Companhia e particularmente pelo 2.º pelotão.
Concentração das tropas, junto às casernas, preparando-se para a operação.

  Na direcção de Jifim, à saída do aquartelamento de Dulombi. É bem visível a zona de protecção, limitada por uma vedação de arame farpado seguido de um descampado, com o objectivo de ter uma boa visualização em caso de uma investida do inimigo.

  O estado em que ficou o Unimog 404, depois do accionamento da potente mina anticarro, provocando a morte de 5 soldados, havendo outros tantos feridos.
 O regresso das tropas ao aquartelamento de Dulombi, transportando os mortos e feridos. O desalento e o impacto dos acontecimentos vivido pelos elementos da Companhia 2700, é bem visível no rosto das personagens.
  Depois de se accionar o pedido de ajuda, eis que chegam os helicópteros equipados com meios mais sofisticados para os feridos mais graves e pessoal médico especializado para tal fim, seguindo-se o transporte dos feridos para o Hospital Militar de Bissau.
  Outra imagem da azáfama dos primeiros socorros e transporte para Bissau dos feridos.
  Aspecto do heliporto, depois da partida dos helicópteros com os feridos e mortos.
  Passado algum tempo, organizou-se uma coluna militar fortemente armada, para se deslocar ao local do accionamento da mina anticarro, a fim de recuperar os destroços da viatura minada. Na foto um aspecto da viagem.
Nota do Editor - Embora algumas fotos que faziam parte deste trabalho já tenham sido divulgadas através do livro editado pelo Estanqueiro, pelo seu "peso" tomei a liberdade de as omitir. Sei que o Lemos não penalizará esta minha "censura".


domingo, 7 de agosto de 2011

P244: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO PINTO DE ALMEIDA - RICARDO LEMOS

António Fernando Pinto de Almeida, ex-1.º cabo atirador, pertencente ao 2.º pelotão, sob o comando do alferes Barata, mora actualmente na Madalena, Vila Nova de Gaia. Reformado da profissão de tanoeiro, que exercia na empresa Barros Almeida, Companhia de Vinhos, S.A., dedica-se actualmente à agricultura caseira. Presentemente, é presidente da Assembleia-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação do Norte.
Pai de 2 filhos.
Continuamos com o tema proposto no Post 240 e esperamos que a continuidade seja duradoira. O António Almeida gentilmente cedeu algumas das suas “relíquias fotográficas”, para publicação no nosso Blog.
Um abraço do António Almeida para todos os Dulombianos.
O Almeida, com as suas 63 primaveras, comemoradas no dia 25 de Fevereiro de 2011.
O Unimog 404 distribuído ao condutor Vieira, avariou. O Vítor mecânico encontra-se ao centro da foto com uma peça na mão a tentar reparar a avaria. O Pedrosa, do 2.º pelotão, encontra-se apoiado no tubo de aspiração de ar do Unimog e, logo á sua frente o "Braga". À frente, da esquerda para a direita, o Teodoro da Cruz Abreu, 2 elementos não identificados abraçados pelo cond. Rodrigues e o António Almeida.

O pequeno-almoço em Dulombi.
Na foto, da esquerda para a direita: o Barros, o Teodoro, o Luís Vasco Fernandes de S. João da Pesqueira, que faleceu devido ao accionamento de uma mina, no dia 5 de Outubro de 1971, um indígena, o furriel Pires, o Almeida, o João Teixeira Pedrosa, todo sorridente, o “professor” e o Meirim.

 Foto tirada em Galomaro, quando a secção do furriel Moniz lá permaneceu durante 5 meses, aproximadamente.
Da esquerda para a direita: o Manuel Rodrigues Oliveira, de Braga, o António Almeida, o José Carneiro Azevedo, de Cabeçudos, o Alfredo Azevedo, o Manuel da Silva Azevedo, de Vila Nova de Famalicão, o Vicente e o Jeremias Granjo de Oliveira, de Soutelo, Chaves, todos do 2º pelotão.
À frente, o Fernandes, de Ponte de Lima.

Foto tirada no heliporto de Dulombi que servia de campo de futsal 
De pé: alferes Barata, Meirim, Fernando Mota e o Manuel Azevedo, de Famalicão.
Á frente: O Carrasqueira, que faleceu devido ao accionamento de uma mina anti-carro, o António Almeida e o Fernando dos Santos Correia, do 1º pelotão, de Santa Maria da Feira.

Rapanço em Galomaro
Apresentamos esta foto, que se apresenta com melhor nitidez do que aquela que é apresentada no Post 103, em que o António Almeida conta este episódio.
Sentados: O Alfredo Azevedo, o José Orlando Vicente, de Lisboa, o furriel Moniz, o Manuel da Silva Azevedo e o António Almeida.
À frente: O Jeremias, o Carneiro Azevedo, o Fernandes, de Ponte de Lima, e o Ribeiro, de Guimarães.

Execução do heliporto na sua fase inicial.
Da esquerda para a direita: o Firmino Correia da Rocha, de Castelo de Paiva, o Manuel Azevedo, o Almeida, de tronco nu, manuseando a betoneira, o Vaquinhas, o Vítor Barroso Veras, de Montalegre, com a pá na mão é o Pedrosa, por fim um elemento de bigode, Queiroz Fernandes.

NATAL DE 1970
No Natal do longínquo ano de 1970, realizou-se uma pequena festa de variedades em Galomaro. Na foto, visualiza-se o Comandante do Batalhão de Caç. 2912, tenente-coronel Hugo Vasconcelos a agradecer a presença dos artistas e, com certeza, desejando umas Festas Felizes a todos os elementos do Batalhão assim como aos seus amigos e familiares.
Artistas: à esquerda a cantora Isabel e o acordeonista Tino Costa que ainda hoje se mantém no activo. Ao centro, a cantora Eva Maria. À direita o Fernando Correia, conhecido jornalista e comentador desportivo.

O António Almeida, posando com a metralhadora ligeira HK 21, no abrigo n.º 3















sexta-feira, 15 de julho de 2011

P243: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO MARINHO ALVES - RICARDO LEMOS

            António Vasco Lopes Marinho Alves, ex-atirador, pertencente ao 4.º pelotão, sob o comando do alferes Barros, mora em Esposade, Matosinhos. Profissionalmente, exercia a actividade de motorista de pesados, na empresa Tintas Potro, tendo-se reformado em Março de 2011. Dedica-se agora à agricultura caseira, como ocupação dos seus tempos livres.
Continuamos com o tema proposto no Post 240 e esperamos que a continuidade seja duradoira. O Marinho Alves gentilmente cedeu as suas “relíquias fotográficas”, algumas delas relacionadas com o 4.º pelotão.

Um abraço do Marinho Alves para todos os Dulombianos.
António Vasco Lopes Marinho Alves, com as suas 63 primaveras comemoradas a 2 de Março 2011


Início da abertura de valas, nos primeiros tempos de Dulombi, sob o comando do “Mestre-de-obras” furriel Barbosa. Brito, Monteiro, Marinho Alves, "Bolinhas", furriel Barbosa e Sousa


A continuação dos trabalhos de aberturas de valas, em Dulombi, no início da Comissão. Á esquerda, um barracão que foi demolido.


Parece que o trabalho foi profícuo. A vala está quase pronta. Na foto: o Sousa, de Lisboa, novamente o Brito, já falecido, Marinho Alves, “Bolinhas”, “Capelão” e o Monteiro, falecido em combate.


Construção dos abrigos, nos primeiros tempos de Dulombi.
DelmarSobreira, Marinho Alves e Ferreira (3.º Pelotão), já falecido.


Brincando às morteiradas (morteiro 81mm)


Uma patuscada realizada em Galomaro, quando o 4º pelotão foi destacado para a sede do Batalhão 2912.
Da esquerda para a direita: Tenente Vitorino, Marinho Alves, Francisco Teixeira Pinto, Ramiro Oliveira, o “Capelão”, Brito, de Monção, já falecido.
De frente, o Monteiro, já falecido, elemento não reconhecido, Almeida, elemento não reconhecido, Rogério Soares, “Bolinhas”, já falecido.


Um aniversário. Bolo e vinho do Porto para todos.
Da esquerda para a direita: Monteiro, “Bolinhas” e Teixeira. De frente, Domingos Magalhães Lemos,  Marinho Alves, Sousa e o “Capelão”.


Uma gazela capturada nas matas de Dulombi pelo furriel Barbosa, que morreu por estar em cativeiro.


O alferes Barros, ainda “criança” e o "Arouca", em Santa Margarida.

domingo, 10 de julho de 2011

P242: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO MACIEL - RICARDO LEMOS

            Manuel Joaquim Maciel Fernandes, ex-atirador, pertencente ao 4.º pelotão, sob o comando do alferes Barros, mora em Matosinhos. Trabalha no restaurante “Proa”, em Matosinhos http://www.restaurantemarisqueiraproa.com/. Não se esqueçam de lá ir tomar um cafezinho, quando por lá passarem. Continuamos com o tema proposto no Post 240 e esperamos que a continuidade seja duradoira. O Maciel gentilmente cedeu algumas das suas “relíquias fotográficas”, muitas delas relacionadas com o 4.º pelotão.
Um abraço do Maciel para todos os Dulombianos.

Manuel Joaquim Maciel Fernandes, com as suas 63 primaveras comemoradas a 29 de 
Fevereiro 2011 (Tem o privilégio de só aniversariar de 4 em 4 anos!!!)
Vaz Pereira o“Chaves” (alcunha por ser natural desta cidade), Maciel e Ramiro Jesus Oliveira.


Da esquerda para a direita, o Monteiro, que faleceu na emboscada de Duas Fontes, Vaz Pereira, sentado com a caneca na mão está o Fernandino Almeida, Maciel, “Arouca”, Alcino Sousa, de tronco nu e o "Mesquinhata".
Á frente, o António José da Silva, conhecido por “Judeu” já falecido em 2006. Era pai do futebolista Calado, que jogou no Benfica.


Da esquerda para a direita, em pé: o Quintas, em tronco nu, novamente, o Monteiro, falecido na emboscada das Duas Fontes, Maciel, João da Costa Marinho das Transmissões, de Vila Frescainha S. Martinho, segue-se o Franco. Por fim, e de camuflado com boné, Valdemar Ferreira.
Da esquerda para a direita, à frente e sentados: em tronco nu, o Vitor Rodrigues, o “Bolinhas”, soldado do 4.º pelotão que faleceu na emboscada de Duas Fontes, em tronco nu, José Augusto Sousa, o Terraço, sentado, o Brito, de Monção, já falecido.
Á frente, de boné e de braços cruzados, o Bilro.

Imagem do interior do Café Borges
Vemos o furriel Barbosa, André Correia, de bigodes é o Delmar Sobreira "Faiões", a seguir o Abílio Pontes, de frente, a sorrir, o Miguel Teixeira que mora em Amarante. De pé, o Maciel, o Adriano que faleceu em Bissau, por doença – tuberculose galopante - quase no fim da comissão, furriel Maricato, já falecido e, por fim, o alferes Barros.


A boa disposição reina no grupo, depois de mais uma célebre patuscada…
De pé da esquerda para a direita: Nuno Martins, o furriel Maricato com o seu indispensável cigarro, o Maciel, o António José da Silva, “Judeu”, já falecido, às cavalitas do “Judeu” o alferes Barros, novamente o Adriano Francisco, o Manuel Pedrosa Costa. Em tronco nu e de bigode o Vaz Pereira, abraçado pelo José Cruz.
Sentados ou deitados: em 1.º lugar o Valdemar Ferreira, em tronco nu e de bigode é o Joaquim José Queiroz Fernandes, depois o Fernando Marques da Silva, o “Cangalheiro”, que mora no Caramulo, segue-se o furriel Estanqueiro a descansar da patuscada, e o Delmar. Por fim, o Alcino Sousa.


O Maciel e o Zarco


O Fernando, auxiliar do Vagomestre que, actualmente, vive na Alemanha e  Maciel


A Binta, (uma delas), lavadeira.


A marginal de Bissau, foto obtida no nosso desembarque.


A Ponte do Saltinho

sábado, 2 de julho de 2011

P241: RELÍQUIAS FOTOGRÁFICAS DO EVARISTO BORGES - 2.ª PARTE - RICARDO LEMOS

Concluímos o tema “Relíquias Fotográficas”, muito bem titulado pelo F. Barata, sobre o acervo fotográfico do Evaristo Borges. Estamos convictos que vai ter continuidade este tema, com outros acervos guardados nas “arcas congeladoras” de muitos camaradas da 2700. Naturalmente que a repetição de fotos não será válida, mas temos a certeza que existiram muitas máquinas fotográficas diferentes, que terão gerado “obras de arte” dignas de serem publicadas. Ficamos à espera.
Convívio no interior do café do Borges.
Em primeiro plano o Barreiros (Trms) e Portugal. A seguir: Ramos, Meirim, Barreira (2.º P), Pedrosa e Borges. Se quiserem saber por que razão o Barreiros e o Pedrosa se apresentam à Yul Breyner, contactem o Moniz (ele terá uma história deliciosa para contar) ou então acedam ao Post n.º 103 - Rapanço em Galomaro, de autoria do Almeida (um dos implicados no rapanço).


Convívio no interior do café do Borges.
Em 1.º plano o “cripto” Machado, o “professor” Marinho e Cunha Pereira. A seguir: Brilha, Armindo Ramos empunhando o coador do café, enfermeiro Cunha, Borges, Prata e David Jorge


Em primeiro plano um mílicia e o cozinheiro Machado; em segundo plano o Costa, Quintas tocando "guitarra", cripto Machado, mecânico Santos e Parada. Por último, milícia, cozinheiro Torres, milícia e Silva Soares.


De perfil, o "Arouca" conhecido pela sua terra natal, cozinheiro Torre, mecânico Santos e enfermeiro Gaspar. Em segundo plano, Quintas, elemento da população procurando demonstrar que o esforço do Marinho (prof.) não terá sido em vão, Silva Soares, Machado, dois milícias e o enfermeiro Santos.


Todos muito bem dispostos, depois de uma patuscada!!!
De pé: o condutor Cardoso, o Borges, o furriel Lemos, o “professor” Marinho, o condutor Faria, José Cruz e o condutor Calado.
Sentados; cond. Vieira, mecânico Victor, Ramos, Rodrigues e cond. "Braga"
Semi-deitado o Furriel Maurício, o condutor Maria e Domingos Pires.


Mais uma "Borgíada" (festa em honra do deus Borges).
À frente, ainda se vê a assadeira com restos do assado. Visualizam-se alguns condutores, como o Calado, o Sá, o Cardoso, o Costa, o Marinho e o Faria, além do Patão cozinheiro, do Borges e do ajudante do vagomestre.


A esfolar um cabrito. Á frente, sentado, o Terraço.


Uma avioneta em Dulombi.


Mais uma imagem do vendaval que destruí uma caserna, em 25/05/1971. A foto original tem no verso o seguinte texto: “caserna totalmente destruída em que originou 1 morto africano com a idade de 10 anos”.

Outra imagem do vendaval que destruiu o edifício do Comando, em 25/05/1971. A foto original tem no verso o seguinte texto: “Edifício do Comando totalmente destruído, a primeira parte do lado esquerdo, é a secretaria de onde tive que fugir, e são estes temas da guerra e outros mais”.

E, assim, concluímos a publicação do acervo do Borges.

Até ao próximo.
Ricardo Lemos